quarta-feira, dezembro 05, 2007

.A.Marionetas Apresenta "A Culpa foi da Inês" 15 de Dezembro 2007

Cine-Teatro de Alcobaça‏

A companhia S.A.Marionetas -Teatro & Bonecos, Apresenta no palco do Cine–Teatro de Alcobaça, Sábado - dia 15 de Dezembro de 2007 pelas 21.30 horas,”A Culpa foi da Inês” a vida trágica de D. Inês de Castro e D. Pedro I. O espectáculo abarca o período temporal com início no nascimento de D. Pedro I, retratando a universal tragédia romântica, numa perspectiva que procura equilibrar a vertente lendária com a história, mas também, recriar e reinventar o mito ao correlacioná-lo com as suas interpretações mais ou menos contemporâneas. O elenco conta com meia centena de marionetas de José Gil manipuladas por Jaime Leão, José Gil e Sofia Vinagre.

“Reino de Portugal. Corre o ano da Graça de 1320 e na recente nação luta-se ainda com os mouros, lá para sul, nos Algarves, por vezes com os vizinhos de Castela, lá para nascente, e, contra a peste por todo o lado…

O Rei, o bravo D. Afonso IV, tem nessa primavera a melhor notícia do ano: nascera em Coimbra o jovem D. Pedro e tudo levava a crer que desta vez a Providência lhe sorria… o futuro afigurava-se risonho.

Agora, para que o reino medrasse como o filho, bastava tratar já de lhe arranjar esposa. Mas por aí, não iria, certamente, haver problemas…”

Ficha Artistica:

Original de José Gil, Jaime Leão e Sofia Vinagre

Encenação de José Gil,

Cenografia de Alexandre Pring

Figurinos e adereços de Sofia Vinagre e Maria Luísa Gil

Pesquisa de Sofia Vinagre e Jaime Leão

Armeiro: Jaime Leão.

Fotografia de Joaquim Pesqueira

Música original Pedro Marques / João Frazão.

Co-Produção: S.A.Marionetas - Teatro & Bonecos / Associação dos Amigos de D.Pedro e D.Inês

Maiores de 6 anos

domingo, dezembro 02, 2007

IMPORTANTE

Foi convocada pelos membros do grupo A.T.A.C. (Amigos da Terra por Amor à Camisola), todos eles residentes nas freguesias de Prazeres e S. Vicente de Aljubarrota, a seguinte MANIFESTAÇÃO:
Vai realizar-se no próximo dia 7/12/2007 (sexta-feira) pelas 18h30m uma manifestação de Automóveis em Marcha Lenta.
Esta manifestação juntar-se-á no largo do campo de futebol de S. Vicente de Aljubarrota, que fica em frente à pastelaria “PADEIRINHA”.
O início é às 18h30m de onde seguirá em marcha lenta de automóveis em direcção aos Paços do Concelho, onde seremos recebidos pelo nosso presidente de Câmara, Dr. Gonçalves Sapinho, pelo presidente da ADEPA (Associação ambiental) , pelo engenheiro do ambiente Valdemar Rodrigues e outras entidades
Nesta data e à mesma hora (18h30m) sairá outra concentração do Restaurante “O ALCIDES” (termo de Évora) conhecido também como Moleanos de Évora, junto ao IC2, freguesia de Évora em frente à recauchutagem do sr Manuel Paulino.
Seguirá pelo IC2 e vira em Casais de Sta Teresa, seguindo pelo Vale Vazão, Mogo, Olheiros, Aljubarrota, em direcção á Câmara Municipal de Alcobaça.
Esta manifestação será de todas as freguesias atingidas e da população do concelho de Alcobaça em geral.
VAMOS MOSTRAR DE NOVO A NOSSA FORÇA E REPÚDIO CONTRA A TENTATIVA DE PASSAGEM DO TGV NO CONCELHO DE ALCOBAÇA.
Vamos defender o nosso meio ambiente, o nosso património arqueológico e histórico, as nossas habitações, a nossa paz, a nossa qualidade de vida e as nossas gentes…
Não fique em casa, junte-se a nós nesta luta que também é sua.
Se não tem veiculo, vá no do vizinho, venha no nosso ou fale com o seu presidente de junta.
Todos juntos arranjaremos meio de transporte para todos.
Contactos das juntas:
Èvora: 262509418
Prazeres: 262507113
S. Vicente: 262507300
Benedita: 262929493
turquel: 262919733

ACORDEM E LUTEM CONTRA A PASSAGEM DO TGV POR ALCOBAÇA -BATALHA DE ALJUBARROTA 2007/2008

Há momentos em que eu adorava ser um belo sino de igreja. Sabem porquê? Para tocar até cansar e acordar as gentes de Alcobaça.

Será que estão todos egoistamente a pensar nas suas vidinhas, nas telenovelas e no futebol que não abrem os olhos para o que, de facto, é importante para preservar o nosso passado deixando-o intacto para o futuro?

Já se deram ao trabalho de pensar que o TGV só vai servir os grandes interesses económicos e não as populações?

E já pensaram porque é que Portugal passa a vida a curvar-se aos interesses de Espanha?

E porque é, de cada vez que há uma questão importante para resolver, em Alcobaça, se arranjar logo uma feira, uma festa, ou qualquer outro evento para desviar as atenções dos que vão ser lesados?

ACORDEM!

Estão a ser seriamente comprometidos os nossos bens históricos, patrimoniais e sentimentais.

Estamos a comprometer o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos.

ACORDEM!

Podem vir a acordar tarde demais! Juntem-se a todos nós numa luta pela preservação da nossa qualidade de vida!

Não se deixem enganar por aqueles que, de nós, só querem os impostos e os votos!

Esqueçam as bandeiras politicas, levantem-se dos sofás, deixem as pantufas em casa e venham lutar connosco, até porque, de um momento para o outro, podem ficar sem a casinha onde, hoje, estão serenamente à lareira a ver as telenovelas.

BOLAS, ACORDEM!!!!!!!

sábado, novembro 24, 2007

S.A.Marionetas - Espectáculos Dezembro 2007

Dia 6

Caldas da Rainha

Biblioteca Municipal - 10.30h. / 15.00h.

“O Mistério dos Livros Desaparecidos”

No Reino onde Joãozinho vivia, a rainha era rabugenta, o rei era mandão, o guarda do castelo era implacável... Tudo corria bem, até que certo dia, "vjerrum", desapareceram todos os livros e letras do reino.

Um mistério que ele e os seus amigos vão tentar desvendar, seguindo a única pista que o misterioso ladrão deixou para trás...

Dia 8

Lisboa

Atrium Saldanha – 15.00h.

“Teatro D. Roberto”

Teatro Tradicional Português de Marionetas

Originário da tradição europeia de marionetas de luva, que se julga ter tido a sua génese na Polichinelo da Comédia Dell’Arte Italiana do séc. XVI, o Teatro de Robertos Português mantém as características próprias desta forma de teatro tradicional. Tendo aparecido em Portugal no séc. XVIII, manteve-se quase inalterado até meados do séc. XX, altura em que entrou em decadência, muito por força da concorrência com formas mais contemporâneas de entretenimento popular. A S.A.Marionetas, tendo tido o privilégio do contacto directo com o Mestre António Dias, um dos últimos fantocheiros populares portugueses, recriou, a partir do seu testemunho, duas peças "O Barbeiro" e "A Tourada", que compõem o repertório deste espectáculo de rua. Pretende-se não deixar desaparecer o teatro de Robertos, enquanto herança cultural portuguesa.

Dia 15

Alcobaça

Cine-Teatro de Alcobaça – 21.30h.

“A Culpa Foi da Inês”

“Reino de Portugal. Corre o ano da Graça de 1320 e na recente nação luta-se ainda com os mouros, lá para sul, nos Algarves, por vezes com os vizinhos de Castela, lá para nascente, e, contra a peste por todo o lado…

O Rei, o bravo D. Afonso IV, tem nessa primavera a melhor notícia do ano: nascera em Coimbra o jovem D. Pedro e tudo levava a crer que desta vez a Providência lhe sorria… o futuro afigurava-se risonho.

Agora, para que o reino medrasse como o filho, bastava tratar já de lhe arranjar esposa. Mas por aí, não iria, certamente, haver problemas…”

A companhia S.A.Marionetas - Teatro & Bonecos apresenta, pela primeira vez em teatro de marionetas, a vida trágica de D. Inês de Castro e D. Pedro I. O espectáculo abarca o período temporal com início no nascimento de D. Pedro I, retratando a universal tragédia romântica, numa perspectiva que procura equilibrar a vertente lendária com a história, mas também, recriar e reinventar o mito ao correlacioná-lo com as suas interpretações mais ou menos contemporâneas.

Dia 17

Alcobaça

“Theatrum Puparum”

Fundação Cultural “Armazém das Artes “ – 14.30h.

Dia 19

Alcobaça

Fundação Cultural “Armazém das Artes “ – 12.00h.

“Theatrum Puparum”

O Theatrum Puparum (teatro de bonecos) conta com cerca de 20 marionetas de vara que trabalham dentro de uma tenda medieval.

Bonecos de pau e barro, manipulados por duas donzelas, os bonifrates iluminados a candeias de azeite, relatam as histórias e feitos ora de “D. Inês de Castro” ora de “A Padeira de Aljubarrota”.

Pretende-se dar a conhecer a vida de duas mulheres da história de Portugal que marcaram as suas épocas.

Exposição

MARIONETAS EM ALCOBAÇA de 1979 a 2007 – espólio da companhia S.A.Marionetas – 10 anos

no Armazém das Artes em Alcobaça de 5 de Outubro a 31 de Dezembro de 2007. Todos os dias das 14 H. às 19H.

"Uma impressionante mostra de Marionetas que abrangem várias técnicas de manipulação. Inclui o espólio de Cesário Nunes um importante fantocheiro português, doado a esta Companhia de Teatro e Bonecos de Alcobaça. Marionetas, workshops, espectáculos e visitas guiadas.
A exposição no Armazém das Artes conta com cerca de 200 marionetas de autoria de José Gil, Bárbara Santos, Sofia Vinagre, Natacha Costa Pereira e Cesário Cruz Nunes. Este espólio conta a história desta companhia profissional de Teatro de Marionetas, que ao longo de 10 anos, já representou Alcobaça um pouco por todo o país, e Portugal por países da Europa como, Espanha, França, Itália, Alemanha, Reino Unido. Nesta exposição estarão expostas marionetas que abarcam o período de 1979 (quando a companhia era ainda amadora) a 2007.
Destacamos as criações de 2005 de Bárbara Santos para a Ópera Barroca de António José da Silva “As Variedades de Proteu” ou as marionetas de José Gil para o vídeoclip ”Question of Love” da banda alcobacense “The Gift” que ganhou o prémio de melhor produção de vídeo em 2004, ou ainda os “Robertos” do Fantocheiro Cesário Cruz Nunes de 1948, só para citar algumas das criações que vão estar expostas."
(in www.tintafresca.com - Mário Lopes)

MAIS INFORMAÇÕES EM WWW.SAMARIONETAS.COM

quarta-feira, novembro 14, 2007

BREVE NOTA SOBRE O TRAÇADO DO TGV PARA O PORTO

O que aqui se vai reproduzir, na íntegra, é um email enviado pelo Professor António Brotas a um dos elementos do grupo de Aljubarrota que organizou as sessões de esclarecimento sobre o TGV em Ataija de Cima e Moleanos, em 28 de Outubro:

O traçado do futuro TGV de Lisboa ao Porto e a prioridade a dar a esta linha são temas que ocuparão a Comunicação Social portuguesa, possivelmente, durante uma década.
As presentes divergências entre a RAVE e os técnicos que fizeram para a CIP o estudo do acesso ferroviário ao aeroporto de Alcochete, são só um episódio, algo lateral, de uma polémica que vai continuar.
A futura linha TGV para o Porto passará, inevitavelmente, perto de Pombal, pelo que o seu estudo se divide em duas partes quase independentes, a da linha a Norte e a da linha a Sul de Pombal.
Nesta breve nota só é considerada a segunda, em que o traçado do TGV para o Porto tem ser conjugado com o traçado da linha para Badajoz e com o acesso ferroviário ao futuro NAL.
A entrada dos TGVs em Lisboa levanta difíceis problemas.
i- A entrada a Norte, pelo vale de Loures, tem custos elevadíssimos porque obriga a um trajecto de quase 40 km cheio de túneis e viadutos. Em tempos, esta solução foi considerada pela RAVE, mas depois posta de lado.
ii- O trajecto em sobreposição à actual linha do Norte tem o muito difícil problema da passagem por Alhandra e Vila Franca onde a duplicação da linha à superfície é muito dificil. A única solução parece ser a de um tunel com cerca de 8 km. (Foi este problema que levou a RAVE a pensar na solução, hoje já posta de lado, de uma linha mista para o Porto, com troços de bitola ibérica e de bitola europeia, separados por intercambiadores de mudança de bitola).
iii-As travessias ferroviárias do Tejo, na direcção do Barreiro ou do Montijo, por ponte ou por túnel, são obras caríssimas, com impactos ambientais ainda não inteiramente avaliados, que obrigam a encargos financeiros que o País neste momento dificilmente pode aceitar, e que estão, ainda, muito longe de estar suficientemente estudadas.
Para resolver o problema das linhas TGV para o Porto e para Badajoz, a proposta apresentada pelo PS no seu programa eleitoral de 2005 foi a uma ponte para o Barreiro, que serviria para os comboios para Badajoz, para o Algarve e, também, para os com destino ao Porto, que depois de descreverem um arco voltariam a atravessar o Tejo acima de Vila Franca para irem à Ota e daí seguirem para o Porto.
Mas, rapidamente, se viu que o trajecto dos TGVs para o Porto por esta ponte demoraria tanto ou mais tempo que o dos actuais comboios pendulares da linha do Norte.
Foi então recuperada a entrada pelo vale de Loures e o Ministério passou a defender além da ponte para o Barreiro e a entrada a Norte.
Esta opção, que obrigaria a 10 km de vias de bitola europeia no interior de Lisboa (que ainda ninguém precisou se seriam em tunel, em viaduto ou à superfície) foi integrada no projecto português de Alta Velocidade apresentado pelo Presidente da RAVE/REFER, em 13 de Dezembro de 2005, e foi defendida pela Secretária de Estado Ana Vitorino num encontro na Sociedade de Geografia de Lisboa, em 6 de Março de 2007.
No mesmo encontro, o Eng. Arménio Matias, fundador e primeiro Presidente da ADFER, defendeu a solução de um túnel ou ponte para o Montijo. Esta, solução com menos inconvenientes para a navegação no Tejo e, possivelmente, mais barata, tem a vantagem de poder ser usada pelos TGVs para o Porto que, seguindo pela margem esquerda do Tejo, possivelmente até à Chamusca, podem fazer o trajecto num tempo razoável. A segunda saída de Lisboa seria assim evitada.
Os estudos da RAVE têm tido alguma evolução e a segunda saída agora prevista não é por Loures, mas pelo vale do Trancão.
Em face do problema agora surgido do acesso ao aeroporto em Alcochete, a RAVE acrescentou à proposta que já tinha a proposta de um curto ramal que, partindo de um ponto entre o Pinhal Novo e o Poceirão, poderá dar acesso ao novo aeroporto. Esta proposta parece-me inteiramente acertada. O estudo em detalhe deste ramal ainda não está feito, mas, obviamente, o seu projecto definitivo depende muito mais da implantação do aeroporto do que da rede TGV, neste caso, a proposta pela RAVE.
Chegamos assim a uma situação curiosa. Embora a rede proposta pela RAVE tenha, desde o início, sido elaborada com o propósito de servir um aeroporto na Ota, agora, serve melhor um aeroporto em Alcochete. (Com efeito, embora a linha proposta pela RAVE passe perto do aeroporto previsto na Ota, o problema do acesso ferroviário a este aeroporto está ainda muito longe de estar resolvido).
A proposta da RAVE que, a meu ver, está muito insuficientemente estudada a Norte do Tejo, tem, no entanto, o mérito de prever a construção da linha para Badajoz com passagem pelo Poceirão e Pinhal Novo.
Esta é, a meu ver, a mais imediata prioridade nacional . É altamente desejável que na próxima cimeira (adiada para o início de 2008) Portugal e a Espanha se ponham de acordo para construir esta linha num prazo o mais rápido possível.
Na rede TGV proposta no estudo da CIP da acessibilidade ferroviária ao aeroporto de Alcochete (a avaliar pelo pequeno mapa publicado na página 4 do "Público" do dia 11), não está prevista a passagem no Poceirão e no Pinhal Novo. Parecer-me ser um erro que a CIP poderá facilmente corrigir.
Este estudo das acessibilidades partiu de um pressuposto a meu ver errado: o de que os TGVs teriam de passar no novo aeroporto. Por isso deformou a rede TGV para satisfazer esta condição.
Ora, sendo certo que os TGV devem passar perto dos aeroportos, não é necessário que lá passem. O que é desejável é que os aeroportos sejam servidos por navetes frequentes, que utilizem ramais desenhados em conformidade com a estrutura dos aeroportos, e que, normalmente, devem ligar às linhas TGV próximas.
A CIP não tem assim que se preocupar com o acesso ferroviário ao aeroporto de Alcochete, porque este acesso será sempre fácil ( em qualquer caso mais fácil do que ao da Ota) dado termos de fazer uma linha TGV para Badajoz.
Do exposto resulta que, as nossas prioridades são, neste momento :
1-A efectivação do acordo com a Espanha com vista à construção da linha de
Badajoz ao Poceirão e ao Pinhal Novo. Esta linha, a nossa primeira ligação à rede europeia de bitola standard, é fundamental para o trânsito das nossas mercadorias para o centro da Europa. Com o acrescento até ao Pinhal Novo, poderemos, dentro de muito poucos anos, ter passageiros a vir de TGV de Madrid para a Área Metropolitana de Lisboa.
2- A definição da localização do Novo Aeroporto de Lisboa, que se for em Alcochete poderá ser construído por fases e ter uma expansão quase ilimitada.
3- A travessia ferroviária do Tejo, a entrada dos TGVs em Lisboa, a futura estação central em Lisboa e o trajecto do TGV para o Porto. Estes problemas têm de ser pensados, mas nenhum deles é urgente. Estão todos interligados, obrigam a esforços financeiros muito grandes, e exigem estudos aprofundados que ainda não estão feitos. Temos tempo para os fazer. O que temos de evitar, são decisões precipitadas.
Para já. temos duas propostas em cima da mesa . A da ponte para o Barreiro e a da travessia para o Montijo. Os proponentes de uma e de outra terão de as aprofundar e justificar melhor . (O representante da RAVE para justificar a sua proposta, apresentou ontem na Televisão números e fez considerações sobre os passageiros interessados que me pareceram algo fantasiosos). Pessoalmente penso que há uma solução preferivel. A da travessia do Tejo entre Alverca e Alhandra. Foi esta, aliás, a considerada pela RAVE no estudo da rede TGV que fez logo a seguir à sua formação. Se procurarem nos arquivos, devem-na encontrar.

Estes assuntos do ponto 3 têm de ser muito discutidos pelo país, se possivel com a participação das autarquias. Temos felizmente tempo para isso. (11/11/2007)

António Brotas
Professor jubilado do IST

terça-feira, novembro 13, 2007

CARTA ABERTA AO DIRECTOR DO JORNAL ALCOA

Data: 13 Novembro 2007

Exmo. Sr. Director, Dr. Vazão,

Lamento profundamente ter de enviar esta carta através da qual lhe comunico a minha decisão de deixar de se colaboradora, A TÍTULO GRACIOSO, do jornal “O Alcoa”.

Não deixa de ser com mágoa que o faço mas parece começar a ser uma aposta perdida.

Eram, de facto, vários os projectos de modernização para este nosso jornal que me moviam e o José Eduardo, a Paula, a Rosário e o Chico foram pessoas com quem adorei trabalhar.

Lamento que pressões exteriores, do poder político de Alcobaça, o tenham forçado a tomar a atitude de cortar, atitude que mais parece censura, um artigo meu, sem sequer me comunicar o facto.

Não é uma questão de teimosia, é uma questão de brio e de profissionalismo da minha parte.

Tive sempre o cuidado de ouvir todas as partes antes de publicar qualquer noticia e tenho pena que este tipo de atitude não tenha sido tomada em relação a mim. Recordo-lhe que só me comunicou o facto uma semana depois do artigo ter ido, já censurado, para a gráfica.

Devo dizer-lhe que considerei este acto um atentado à liberdade de expressão e um desrespeito, quer pela minha pessoa, quer pelo trabalho e dedicação que votei a essa casa, desde o dia em que aí entrei.

Assim, e porque o meu sentido de responsabilidade a isso me obriga, irei entregar as matérias que tenho em mãos ao meu colega Jero e, se vossa Ex.ª quiser publicar, agradeço.

Solicito, no entanto que, se houver necessidade de alguma alteração a qualquer um dos artigos o facto me seja comunicado, com a devida antecedência para que me seja permitido tomar a decisão se o deixo publicar sob a minha assinatura, ou não.

Volto a referir que é com desilusão e com mágoa que me vejo forçada a deixar esta casa mas o dever de lealdade para com um dos meus ideais mais profundos (o da liberdade de pensamento e expressão) assim me obrigaram.

Cordialmente

Lúcia Duarte

segunda-feira, novembro 12, 2007

uma prenda minha para o meu dedicado presidente da câmara de Alcobaça







Tenho sentido o esforço fora do comum de alguns membros do nosso elenco camarário por resolverem os graves problemas do nosso querido concelho.


às vezes até me dá pena saber que lhes damos tanto trabalho que têm de dormir nas horas de expediente, por passarem as noites às voltas com os mosquitos.

Eu começo a sentir-me muito culpada desta situação e, muito em especial agora, que fui promovida a melga (pico, não fico satisfeita com a picadela, insisto e... volto a picar!).

Foi por isso, e porque tenho uma enorme vontade de reparar este meu vicio de picar que reuni a minha tropa de mosquitos e, democraticamente (pois, aqui há democracia - não comem todos!) decidimos fazer uma oferta à câmara municipal, na figura do seu presidente:




pedimos desculpa por ser só para um casal mas o nosso orçamento não dava para mais, ainda pensámos em fazer um peditório num banco de jardim em frente ao mosteiro mas... não havia nenhum banco de jardim!

mesmo assim, ainda lhe damos mais um miminho - para o caso de, estarem a ver a foto, num daqueles momentos como aquele em que se encontra o cavalheiro da foto acima:


Esta rede, com coloridas margaridas bordadas, é
muito elegante e dá um toque de exótico romantismo
à sua câmara.


É indispensável para se defender dos
ataques dos mosquitos durante as noites quentes de
Verão!


Engancha-se no tecto, cobrindo completamente
a sua mesa de trabalho.


Muito leve, pode
usá-la também no campismo (se S. Martinho ainda tiver parque!) .


De cor
branca (ou laranja se preferir!), em 100% polyester. Tem 2,5 m de altura e o
anel tem 61 cm de diâmetro.



Ah! já me esquecia - ainda lhe oferecemos como bónus e prova da nossa boa intenção de picar, o novo simbolo a colocar na entrada dos vossos gabinetes:






e ainda: uma boa notícia para vós (espero eu!):

Portugal vai ter rede nacional para analisar mosquitos transmissores de doenças

Portugal vai ter a partir do próximo ano um programa de vigilância dos mosquitos em todo o território nacional, com o objectivo de analisar os vírus que podem ser transmitidos ao homem, anunciaram à Lusa responsáveis da iniciativa.

As administrações regionais de saúde serão as responsáveis pela colheita dos mosquitos, que depois serão analisados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

Já está mais satisfeito, senhores Sapinhos? olhem que foi com muito amor e carinho a Alcobaça que fiz este trabalho

Ass:

Programa das “4as Jornadas para o desenvolvimento:ambiente e ordenamento do território”

Nazaré, 17 de Novembro de 2007
9h30 Recepção
10h00 Sessão de abertura
Câmara Municipal da Nazaré - Presidente
Associação de Defesa da Nazaré - Direcção
10h15 1º painel: Ordenamento do território na orla costeira
Prof. Fernando Veloso Gomes, Universidade do Porto
Tema: Estratégia de Ordenamento, Planeamento e Gestão da Zona Costeira Portuguesa
Prof. Maria de Fátima Alves, Universidade de Aveiro, investigadora do CESAMB
Tema: Ordenamento do litoral – casos de sucesso
11h30 Coffee-break
11h45 Dr. Jorge Honório, vice-presidente da CCDR Alentejo
Tema: Políticas de ordenamento do território para o litoral
12h15 Debate
12h45 Encerramento da 1ª parte (almoço livre)
15h00 2º painel: Ambiente e desenvolvimento sustentável
Dr. José Manuel Alho
Tema: Áreas protegidas e biodiversidade
Prof. João Guerra, Observa – ISCTE
Tema: Agenda 21 Local e participação
16h00 Debate
16h15 Coffee-break
16h30 3º painel: Os Planos Regionais de Ordenamento do Território
Arq. Maria João Botelho, sub-directora da DGOTDU
Tema: Instrumentos de Gestão Territorial
Prof. Teresa Sá Marques, Universidade do Porto
Tema: O PROT Oeste e Vale do Tejo – pistas para reflexão
17h30 Debate
18h00 Sessão de encerramento
Apresentação das conclusões dos trabalhos
Membro do Governo Civil de Leiria

Presidente da CIP acusa ministro de "campanha desesperada" para "destruir estudo"

Novo Aeroporto

12.11.2007 - 14h33
Por Lusa
Miguel Madeira/PÚBLICO
Para van Zeller, o ministro quer "avançar já para a opção pela Ota, sem sequer esperar pelos estudos comparativos"O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) acusou hoje o ministro das Obras Públicas de ter accionado uma "campanha desesperada" para destruir o estudo que aponta Alcochete como melhor opção para o novo aeroporto.
Em declarações à agência Lusa, Francisco van Zeller, afirmou ter "informações privadas" de que o ministro Mário Lino "quereria avançar já para a decisão da Ota e, por isso, destruir o estudo" patrocinado pela CIP, que contabiliza poupanças de 3.000 milhões de euros no projecto do novo aeroporto, caso a opção seja Alcochete.
Segundo o presidente da CIP, "o ministro quer destruir este estudo, parte por parte, em manobras que passariam, inclusivamente, pela descredibilização de José Manuel Viegas", o professor do Instituto Superior Técnico que liderou a equipa responsável pelo documento.
Francisco van Zeller garantiu que aquele especialista em Transportes está a preparar uma resposta, "ponto por ponto, em termos técnicos", à "campanha desesperada" que o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações accionou contra o estudo patrocinado pela CIP.
O presidente da confederação referia-se à "publicação programada" para três dias seguidos e em três jornais diferentes de notícias "dando conta de alegados erros" no capítulo das acessibilidades do estudo da CIP. Para van Zeller, o ministro quer "avançar já para a opção pela Ota, sem sequer esperar pelos estudos comparativos" com Alcochete, a cargo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), com data de conclusão prevista para 12 de Dezembro e que aquele responsável "não duvida", concluirá também por Alcochete. Por isso, o ministro terá pedido à RAVE - a empresa encarregue dos estudos sobre a alta velocidade ferroviária - que analisasse o capítulo das acessibilidades, nomeadamente o referente ao TGV, no estudo patrocinado pela CIP, quando a tarefa de comparação entre as duas alternativas - Ota e Alcochete - está a cargo do LNEC, como garantiu o primeiro-ministro.
"É uma acção desesperada e muito mal feita, mesmo do ponto de vista técnico", considerou o presidente da confederação patronal.
O semanário Expresso noticiou sábado que, segundo a análise da RAVE e de vários especialistas em transportes, as travessias do Tejo e o desenho da linha de TGV propostos pela CIP, origina um aumento de custos de 1.700 milhões de euros, face ao previsto pelo Governo.
No domingo, o diário Público publicou uma análise da RAVE que "aponta 'erros crassos' ao estudo da CIP sobre acessibilidades" e dá conta de uma quebra na procura expectável de "1,5 milhões de passageiros no TGV, via Alcochete, com um impacto negativo de 450 milhões de euros nas receitas, devido a um aumento de 15 minutos no percurso entre Lisboa e Porto em alta velocidade ferroviária".
Também no domingo, o diário Correio da Manhã publica declarações de Duarte Nuno Silva, da RAVE, afirmando que a alternativa da CIP de travessia do rio Tejo põe em risco património histórico, como o convento de Marvila, em Lisboa.
Francisco van Zeller escusou-se a contestar os erros apontados, "por não ter conhecimentos técnicos e uma vez que é o patrocinador e não o autor do estudo", mas garantiu que a equipa liderada por José Manuel Viegas está já empenhada em responder "ponto por ponto" às acusações da RAVE, e que deverá apresentar em breve essas respostas.
"Já desde sexta-feira que sabíamos que iam sair essas notícias a apontarem erros" ao estudo, afirmou van Zeller, para quem o LNEC, embora dependente do ministro, é "uma instituição com maior autonomia, com um prestígio a nível internacional e uma tradição enormes". No editorial de hoje no Público, o director José Manuel Fernandes conta que a notícia publicada pelo seu jornal, que tinha como fonte a RAVE, tinha embargo até domingo e fazia parte de um conjunto de notícias "planeadas" pela RAVE.
"A empresa pública, que reporta a Mário Lino, tinha, sem apresentar um estudo formal, acordado divulgar a sua avaliação em três fases: no sábado saíria uma notícia no Expresso sobre os custos das infraestruturas propostas, o que se confirmou; domingo, o Público divulgaria uma segunda notícia, esta centrada na alegada inviabilidade da proposta desenhada pela equipa do professor José Manuel Viegas; para hoje, segunda-feira, ainda sobraria algo para o Correio da Manhã", revela José Manuel Fernandes.
O director do Público considera, no editorial, que isto representa um "esforço de condicionamento da opinião pública por parte da RAVE que, ao contrário da CIP, não actuou de forma transparente".

domingo, novembro 11, 2007

O QUE É SAPINHO?- leiam este alerta, pode ser-vos útil!


O QUE É SAPINHO?


O sapinho, ou monilíase, é uma infecção fúngica bucal.


É causada por um fungo semelhante a uma levedura, Candida albicans, que também pode provocar assadura e vaginite.


O sapinho é geralmente visto em crianças com menos de seis meses.


Em crianças mais velhas, é muito menos comum e sua ocorrência pode indicar uma doença grave, como uma deficiência imunológica.



O sapinho aparece como pontos brancos, escamosos, semelhantes a queijo, que cobrem toda ou parte da língua e das gengivas, a parte interna das bochechas e, às vezes, os lábios.


Esses pontos não saem facilmente.


Quando se cutuca ou arranha esses pontos, forma-se uma área vermelha e inflamada que pode sangrar.


Os coalhos de leite parecem sapinho, mas saem facilmente sem deixar a área machucada. A dor do sapinho pode interferir na alimentação. Pode fazer com que seu bebê perca o apetite.



O sapinho geralmente não causa maiores complicações, mas deve ser tratado para evitar uma infecção longa e crônica.


Se a dor da infecção impedir que seu bebê tome uma quantidade suficiente de líquidos, é necessário um tratamento drástico.


A alimentação insuficiente pode comprometer as necessidades de hidratação e nutrientes. Se estiver amamentando seu bebê, é possível que ele transmita o sapinho para um ou ambos os bicos do seio. Os bicos dos seios com sapinho ficarão vermelhos, inchados e sensíveis e poderão rachar. Também pode haver coceira, escamação e ardência.
Se o sapinho for acompanhado de febre, tosse ou problemas estomacais, consulte seu médico. Podem ser sinais de um sistema imunológico comprometido.


TRATAMENTO CONVENCIONAL


O medicamento mais comumente receitado para sapinho é um anti-fúngico líquido, como nistatina, dado quatro vezes ao dia, até que a infecção seja debelada.


Você pode pincelar a boca do seu bebê com esse medicamento ou esguichar delicadamente o líquido na sua boca com um conta-gotas ou uma seringa. Os bebês podem sugar o medicamento diretamente de uma seringa. Devido ao alto conteúdo de açúcar da nistatina, deve-se ter cuidado ao ministrar este remédio a uma criança que já tenha dentes. O uso prolongado pode causar cáries.



A lactante cujo bebê tem sapinho também deve ser tratada com nistatina. Para evitar um efeito "pingue-pongue" - no qual a infecção passa do bebê para a mãe e vice-versa - a pomada de nistatina pode ser aplicada nos bicos dos seios da lactante. Não há nenhum problema na ingestão de um pouco de nistatina dos bicos dos seios.
Para diminuir a dor da infecção e ajudar seu bebê a mamar de forma mais confortável, um analgésico pode ser útil.


Siga as orientações de seu médico sobre dosagem apropriada para a faixa etária e o peso do seu filho.
A violeta de genciana em uma solução de 1% pode ajudar a debelar o sapinho. É uma tintura roxa, que pode ser pincelada no interior da boca do seu bebê e, se necessário, nos bicos dos seus seios. Cuidado ao aplicá-la - pode manchar.
Bicarbonato de sódio - Dissolver uma colher das de café em ¼ de litro de água (250ml) e aplicar com um cotonete, ou com o dedo envolvido em gaze, na boca do bebê.


DIRETRIZES ALIMENTARES


A mãe que estiver amamentando um bebê com sapinho deve reduzir drasticamente a quantidade de açúcar na sua dieta ou, melhor ainda, eliminá-lo totalmente. O fungo prolifera no açúcar.
Reduzir ou eliminar gorduras também pode ser útil, com uma exceção a se observar: a dieta com azeite de oliva prensado a frio, não cozido, pode inibir a multiplicação da levedura.


SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS


Os nutrientes antioxidantes betacaroteno, vitamina C, vitamina E, zinco e selênio podem ajudar a tratar a levedura na lactante. Siga as orientações sobre dosagem indicadas no rótulo do produto.
Observação: Quantidades excessivas de zinco podem resultar em náusea e vômito. Cuidado para não exceder a dose recomendada.
O ácido caprílico, um ácido graxo de cadeia curta, ajuda a matar a levedura. A lactante pode tomar uma cápsula, duas a três vezes ao dia.
Os Lactobacillus acidophilus e bifudus são bactérias benéficas que ajudam o organismo a livrar-se do fungo. Siga as orientações sobre dosagem indicadas no rótulo do produto para a mamãe e/ou bebê.


TRATAMENTO FITOTERÁPICO


O gel de aloe vera tem demonstrado suas propriedades anti-fúngicas.


Experimente colocar um pouco de aloe vera no dedo e aplicá-la topicamente no sapinho, duas vezes ao dia, até que a infecção desapareça.


Use um produto comestível.
O alho tem propriedades que combatem a levedura, embora às vezes possa causar cólica. A lactante pode tomar uma cápsula de alho inodoro, duas vezes ao dia, durante duas ou três semanas.
O chá de gengibre tem propriedades bactericidas e anti-fúngicas. A lactante pode tomar uma xícara nas refeições.


HOMEOPATIA


Para o sapinho acompanhado de agitação e/ou fadiga, experimente uma dose de Arsenicum album 9ch, três vezes ao dia, durante até três dias.
Se seu bebê tiver sapinho e geralmente apresentar calor, experimente dar-lhe uma dose de Sulfur 9ch, três vezes ao dia, durante até dois dias.
Se seu filho ficar com sapinho após tomar uma vacina, experimente uma dose de Thuya 30ch.


RECOMENDAÇÕES GERAIS


Não tente raspar ou tirar o sapinho da boca do seu filho. Você o machucará e deixará uma área inflamada, possivelmente em carne viva e sangrando.



Um colutório de lactobacilo pode ser útil. Misture 1/8 de colher de chá de um suplemento de lactobacilo em ½ xícara de água. Usando um conta-gota, esguiche a solução nas gengivas, língua e partes internas da boca do seu filho.
Limpe a boca e a gengiva do bebê com bicarbonato de sódio.


PREVENÇÃO


As lactantes devem manter seu consumo de açúcar refinado a um nível moderado ou baixo. Tomar chá de gengibre nas refeições também pode ser útil.
Os antibióticos alteram a flora normal da boca e do corpo, predispondo o bebê ao sapinho, ao permitir o crescimento excessivo de Candida. Para manter as bactérias benéficas que ajudam a controlar a presença de Candida no organismo, a lactante deve comer iogurte regularmente ou suplementar sua dieta com Lactobacillus bifidus ao tomar antibióticos. Se o bebê que toma mamadeira estiver sendo tratado com antibióticos, acrescente Lactobacillus bifidus ao leite.
Nunca subestime a importância da higiene simples a prática. A lactante deve evitar que seus seios fiquem úmidos durante muito tempo, mantendo-o secos entre as mamadas e deixando-os "arejados" durante algum tempo.


Se for necessário limpá-los, use água com um pouco de água oxigenada. Os bebês que tomam mamadeira às vezes contraem sapinho como resultado de sugar chupetas ou bicos de mamadeira inadequadamente limpos (muitas vezes conseqüência de deixá-los cair e depois colocá-los novamente na boca), além de uma dieta rica em sucos de frutas ou depois de um tratamento antibiótico para infecção de ouvido. Para evitar isso, tenha sempre à mão um grande suprimento de bicos de borracha, chupetas e/ou objetos para dentição limpos ou lave-os com água oxigenada e enxágue-os na água antes de dá-los novamente ao seu bebê.


POSTADO PELO MOSQUITO Nº1 em 12/11/2007

sábado, novembro 10, 2007

Vergonhoso: professores das AEC não recebem

As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), há quem as designe de Actividades de Empobrecimento Curricular, nasceram algo tortas e, como diz a sábia voz do povo, «aquilo que nasce torto, tarde ou mal se endireita».
Não querendo tomar a parte pelo todo, não me atrevo, para já, a juntar-me ao exército, que tem visto as suas fileiras engrossarem, daqueles que diabolizam as AEC. Apesar de não ser novidade para ninguém que me conheça que não concordo com o modelo adoptado nem com os objectivos (se é que estes existem) que estas se propões alcançar.
Todavia, posso afirmar, convictamente, que este modelo contribui para o empobrecimento dos professores envolvidos no projecto.
A trabalharem desde Setembro sem receberem um cêntimo pelos seus serviços é absolutamente inaceitável.
Não esqueçamos que estes profissionais trabalham a «Recibo Verde», portanto há uma boa parte do ano em que não recebem coisa alguma. Isto já é preocupante. Pensar que estas pessoas desde Julho que não auferem qualquer vencimento suscita-me algumas questões: Quem paga a renda / prestação da casa?
Quem paga a alimentação? Quem paga a água, a luz, o telefone? Como é que se vive assim? Não esqueçamos que muitos têm que se deslocar em transporte próprio para a (s) escola (s) onde leccionam.
Não sei se esta situação se está a passar em todo o país. Em Viseu esta é uma realidade dramática. Parece que os vencimentos estão a ser processados…estavam…estarão…Ninguém sabe ao certo.
O que sei é que há gente a vivenciar situações dramáticas. Um amigo disse-me que não sabe se o dinheiro que ainda lhe resta será suficiente para o combustível que lhe permita deslocar-se às várias escolas em que trabalha.
Aqui está outra aberração: contratam imensa gente e depois atribuem apenas 12 horas a cada professor, horas distribuídas por distintos locais, obrigando a várias deslocações diárias.
Se não expusesse esta situação vergonhosa e lamentável hoje, tenho a sensação de que nem dormiria em paz. Outros há que estão, dado o adiantado da hora, tranquilamente a sonhar com a cabeça na almofada.
Enquanto isso, muitos fazem das tripas o coração, encetando majestosos malabarismos, para fazerem face às necessidades básicas do quotidiano. Que vergonha!!!
Publicada por Carreira
http://www.cegueiralusa.com/

segunda-feira, novembro 05, 2007

ADMIRADOS COM O ADORMECIMENTO DA CÂMARA EM RELAÇÃO AO TGV?

ORA, ORA, andei a criticar a nossa câmara de ter estado a dormir desde 2005 mas, tenho de dar a mão á palmatória: es estava errada!

A Câmara não estava a dormir - AINDA TEM GENTE A PASSAR PELAS BRASAS:


e sabem quando foi tirada esta foto?

exactamente na conferência de imprensa de dia 29/10 em que a câmara tentava explicar o inexplicável - o excesso de consumo de xanax neste processo do tgv por terras de Cister!

quinta-feira, novembro 01, 2007

POR UMA JUSTA LUTA: LEIAM!

meus caros amigos
os espaços dedicados aos comentários às nossas postagens têm, como sabem, um limite de caracteres.
recebi de uma das novas padeiras de Aljubarrota anti-tgv o comentários que ela quis inserir na minha postagem sobre o tgv.
Acho demais importante para, egoistamente, deixar só para mim, até porque acho que certas pessoas andam tão adormecidas como andou a nossa câmara municipal ,durante 2 anos, em relação a um assunto que afecta TODO O CONCELHO.

Assim, é com muito gosto que vos transcrevo na integra o email desta nossa colega de luta:

Sou membro do movimento Anti-TGV. Estou na luta de corpo e alma. Fiquei de alguma forma satisfeita com as Sessões efectuadas nos Moleanos e Ataíja de Cima. De alguma forma “satisfeita” mas, no fundo da minha alma estou triste e magoada. Trabalhamos tanto, dias houve, que nos deitamos de madrugada . Fins de semana que nem os “senti”. Tem saído tanto dinheiro dos nossos bolsos. Qual não é o meu espanto que quando chego aos locais das reuniões, verifico que ainda poderiam lá estar mais pessoas. Verifico ainda que as pessoas que ficam "coladas" ao TGV (se este por cá passar), não saíram das suas poltronas, e, se o fazem, fazem-no apenas para o café, com toda a certeza para se actualizarem nas “cusquices” da vida alheia. Estes “acomodados poltronais”não perceberam ainda que quem poderá “ser apanhado” pelo traçado, “apanhado”, aqui significa demolição, até é um (a) “sortudo(a)”, pois vai embora para outro lugar, (recebendo o seu valor), lugar que ele mesmo irá escolher e livrar-se-á definitivamente desta “aberração TGV”. Quem fica próximo do TGV, é que se vai “lixar” palavra adequada a este momento. O “vizinho” do TGV (o que fica colado ou próximo) vai perder o seu bem. Leu bem, vai perde-lo, sim, mas de uma forma diferente. Eu explico o bem vai começar a desvalorizar. Um dia o “indivíduo poltronal”, vai perceber na pele, ou melhor no corpo, pois além dos problemas de saúde já que como todos sabemos este comboio rápido é eléctrico e de Muita Alta Tensão. Como vem sendo hábito, diariamente vimos e ouvimos falar de problemas cancerígenos, consequência de Alta Tensão e antenas de telemóveis. Como tenho andado a falar para o “boneco” torno a repetir TGV é igual a Muita Alta Tensão, isto é bem pior, do que temos lido e ouvido. Falando agora de poluição sonora e vibratória. O TGV é de 300 k/h, (o sossego a paz por estes lados acaba). Como muitas destas casas foram construídas em banda, vão começar a desmoronar aos poucos, as mais recentes já são construídas por pilares, mas estes ditos pilares não foram inseridos nelas pensando na trepidação dos solos, já que nesta altura ninguém ouvia falar em TGV (pelos menos a maioria dos “habitantes” das aldeias em questão),o resto são outros “500”,eu já nem falo de “alguma má construção”, segundo o queixume de alguns habitantes. Quando “os adormecidos acordarem” quererão vender as suas habitações e qual não será o seu espanto ninguém as compra. Ninguém quer ir para aqueles locais. Descobrem então estes “adormecidos” que por muito valor que as habitações pudessem ter, passam a valer 0 ou quase isso. Não podem vender para ir comprar para outro lado. Não conseguem realizar dinheiro. Viverão ali continuamente sem condições e será só nessa altura que perceberão que alguém os quis defender e que eles fizeram tal qual “a história da Cigarra e Formiga”, senão acordaram mesmo assim poderão fazê-lo quando lhes aparecer na porta uma rectro-escavadora que lhes dirá “truz truz, cheguei...” e zás, a máquina empurra a tão falada poltrona ou sofá, como lhe queiram chamar” Ah! Diz o cidadão de “cú no chão”. Pestaneja um bocado e diz cheio de vergonha para si mesmo, “ai que aqueles desgraçados que andaram a dar a cara e o corpo na luta contra o TGV, tinham razão, sorte de quem foi, azar de quem ficou. Ai que eu fui um mal agradecido, o provérbio “Deus dá nozes a quem não tem dentes” tem razão de existir.
Tirando o espanto de quem não fez “népia”, lembro ainda do desbaste do nosso ex-libris ambiental, lá se irão manchas de carvalhais, (que tanto prezo) e ainda tantas outras, lá chega a poluição ao maior lençol freático da Europa, que coincidência é o nosso. Não esqueçam que os nossos solos são de uma infiltração máxima, isto é em 3 tempos a poluição chega á agua.
Por acaso alguém lembra que a próxima guerra mundial poderá ser pelo factor “água?. Por favor respeitem a nossa. Tenho vontade de vos deixar aqui a carta sobre a água.
Porque não respeitam a nossa fauna e flora, o nosso património arqueológico de valor infindável. Não respeitam não, além do que lhe fazem pessoalmente, é o que vão permitir que o TGV lhes faça. Vocês que nada fazem terão esse peso na v/ consciência. A propósito disso, têm consciência, sabem o que é, ou será que é algo descartável?
Por acaso alguém lembra que depois vai ter de dar a volta ao “bilhar grande”, gastar mais combustível, e tempo para ir onde quiser.
Pois é! A mobilidade será afectada.
Pensam na desertificação?
Ninguém vai querer morar para a proximidade do monstro TGV. Pensaram nos prédios rústicos que ficarão divididos? Na divisão de famílias e amigos? Imaginam o que é viver na terra de ninguém, que é a zona que fica entre o TGV e a Serra dos Candeeiros? Pois é! Na terra de ninguém, o valor das habitações e prédios ficará abaixo do que deveria. Passará a ser uma zona esquecida. Ah pois, se as pessoas se queixam que a Câmara não vos liga, poderá depois ficar senil e ficarão definitivamente no esquecimento dos “Deuses Tgvinianos”
Alguém disse no domingo que eu estava na luta pela minha casa, também é verdade, mas neste momento estou muito mais pela casa de quem fica.
Deixo aqui uma pergunta, ao indivíduo dos Casais de Sta. Teresa que esteve nos Moleanos, e me acusou de estar nesta luta porque a minha casa poderá ser “abatida” segundo informações que ele obteve (já que não me conhece)obtidas de uma fonte que presumo “miserável, egoísta, sem escrúpulos e acobardado, para não dizer outros nomes” pois os cobarde falam nas nossas costas. Não me importo que falem nas costas é sinal que estou na frente, e incomodo.
Não sou feita daquela “matéria dos cãezinhos” que se usavam nos carros que diziam sim a tudo. Segundo também tenho aprendido, “os outros são o nosso espelho” e pelos vistos o que o “outro viu e o senhor como absorvedor do que não presta” transmitiu, é a v/maneira de estar na vida. Tirando este aparte presumo e quero acreditar que este Senhor, já que tem 2 casas em risco, tem estado a trabalhar o dobro de mim, pois eu infelizmente sou pobre e só tenho uma. Ainda bem. Pois eu tenho trabalhado muito, mas muito mesmo. Presumo que também esteja cansado. Bem se assim for, estamos a fazer um bom trabalho.
Pior é se é daqueles que fala fala, critica e não faz nada, essas pessoas têm um nome.... que eu não quero dizer....
Voltando ao que interessa (já que não temos de dar valor ao que não presta e o meu estômago não se alimenta destas coisas),como disse no início um dos traçados passará por cima da m/ habitação, se assim for eu irei embora. Traduzindo de novo, ficarei “livre”, mas também se for outro qualquer dos traçados, já não irei, terei de ficar, e a levar com todo o que não quero, por v/ causa que não nos deram a v/ presença.
A presença basta, não pagam nada nem fazem nada, é só comparecer. Não têm de falar á frente de ninguém (pois por trás é muito mais fácil).
Pobres gentes...que estão a ter ajuda para vossa defesa e não aproveitam. Tantas pessoas que nos pedem para lutar. A v/ ausência está a “tentar diminuir” a nossa força. Também queremos a v/poltrona asofazada”.
Acordem pessoal "infeliz e inerte". Quando acordarem pode ser tarde e como boa gente que nada faz irão acusar aqueles que se fartaram de trabalhar, e que bem puxaram por vocês gentes "acomodadas", de não fazerem nada. Pobres gentes, que estão a ter a hipótese de se defenderem, basta aparecerem nos locais, para mostrarem que estão connosco. Nós que estamos no terreno, só precisamos disso, da v/presença.
O v/ umbigo não é tão bonito assim.
ACORDEMMMMMMMMMMMM gente ACOMODADA!!!!!!!!!
Lutem pelo que é vosso, lutem pela dignidade a que têm direito!
Aproveitem-nos. A cada dia que sentimos a v/ ausência, estão a mostrar-nos falta de respeito para convosco, pela localidade que vivem e pior ainda FALTA DE RESPEITO, por quem anda no terreno, a lutar por todos, falta de respeito pelo resto das outras gentes e da nossa história.
Estes membros, abdicam do seu descanso, do seu lazer e das suas economias para estarem na luta.
Gentes ENVERGONHEM-SE, por MAGOAREM quem está em campo para se defender, para vos defender e defender estes lugares excelentes. Sintam VERGONHA E MEXAM-SE. Estou magoada com todos aqueles que souberam das reuniões e não compareceram, sabendo eu que estavam informados. Tenho vontade de ir a v/ casas e dizer-vos isso olhos nos olhos, ou tentar marcar uma reunião, onde diga o que me vai na alma em frente das pessoas que lutam pelos valores que acreditam..
Aproveito também para dizer que sinto a falta de outros Alcobacenses.AJUDEM-NOS , com a v/ presença na nossa luta.

terça-feira, outubro 30, 2007

aproveitem que estou bem disposta!

um olá muito grande aos amigos que perdem tempo a visitar este meu blog.
mas, perdoem-me, tenho de enviar um abraço ainda mais especial a todos quantos não são meus amigos e a quem eu vou incomodando com algumas verdades!

então, hoje, decidi partilhar convosco esta belissima disposição que assola a minha alma e refresca os meus neurónios (ah, não sabiam que eu tinha esses bichinhos em vias de extinção?)

Sabiam que descobri a grande fobia de que sofre o dr sapinho?
EU SOU UM GÉNIO!
O cavalheiro foi a àfrica e veio com a fobia à flor da pele. sabem qual é?
MOSQUITOS!
O cavalheiro anda traumatizado - olha para a esquerda vê mosquitos... olha para o centro e vê mosquitos!
Bem, pelo menos, olha para a direita e não vê nada! Também... também não há lá nada para ver - estão todos de joelhos a adorar o Deus Sapo!

Mas o problema é que o cavalheiro sofreu um torcicolo e só inclina a cabeça para a esquerda e, aí... AI! SÂO SÓ MOSQUITOS! - grita ele!

AI! como eu gostava de ser um camaleão para os comer só com um esticar de lingua! - pensa ele.

Bem, lá esticar a língua ele estica mas... os mosquitos têm uma velocidade superior à do TGV!

Pelo menos, os mosquitos tiraram o sono ao nosso Sapinho... o tgv deixou-o a dormir, pelo menos 2 anos.!

Agora a propósito, será que ele pensou que TGV era algum genérico de XANAX?

Mas eu fiquei muito preocupada! O homem estava mesmo obsecado com os mosquitos - é um trauma!

e até teve o desplante de dizer que os mosquitos aparecem sempre que há confusão.
Ora bolas, então se ele sabe que os mosquitos aparecem, sempre, nessas ocasiões, porque é que ele cria tantas?

E o senhor ainda quer exterminar os mosquitos?
Lembra-se de Hitler que queria exterminar os judeus?
Tenha cuidado, olhe que ele acabou louco!

e eu, como mosquito nº 1 vou dar-lhe uma boa noticia - fui promovida a melga! também pico, mas não desisto!

DECLARAÇÃO DO EXMO GENERAL TOINO À GLORIOSA REGIÃO DOS MOLEANOS

meus amigos, não resisti a uma postagem que encontrei num blog amigo, da nossa região.
è por isso e porque acho que é importante tomar em linha de conta a opinião de um "importante general" do nosso concelho, que vos deixo a sua missiva:

MOLIANEIROS,MOLIANEIRAS, E OPERADORES DE CHARRUA, É POR ESTE MEIO QUE VOS VENHO COMUNICAR QUE TEMPOS DIFICEIS SE AVIZINHAM PARA A GLORIOSA REGIÃO MOLEANENSE.

COM A POSSIBILIDADE DA PASSAGEM DO TGV PELOS NOSSOS ILUSTRES TERRENOS E A CHUVINHA QUE TEIMA EM NÃO CAIR PARA QUE AS NABIÇAS DESABROCHEM E ASSIM SEJA POSSIVEL FAZER A SOPINHA QUE IMPEDE A PRISÃO DE VENTRE, CHEGA-SE À CONCLUSÃO QUE SÃO NOUTROS SÍTIOS, COM MAIS CADEIRAS E MENOS TERRA, QUE CRESCEM AS CABEÇAS DE NABO.

ESPECIALISTAS FRANCESES VIERAM AOS MOLEANOS PARA VERIFICAR O POTENCIAL TROÇO ONDE PASSARIA O TGV, E O POVO MOLEANENSE, NUMA TENTATIVA DE MOSTRAR QUE NÃO SERIA BOM TAL TRAJECTO, CONSTRUIU NO PASSADO FIM DE SEMANA A LINHA E UMAS CARRUAGENS PARA QUE ESSES MESMOS ESPECIALISTAS PUDESSEM TESTAR A VIABILIDADE DO PROJECTO.

INFELIZMENTE, OS NOSSOS PERITOS AFINARAM DEMASIADO O RAIO DAS CARRUAGENS, E ESTAS, EM VEZ DE DAREM 20 KMS/H, COMO ESTARIA PREVISTO, DERAM 574 KMS/H, INCLUINDO DESTA FORMA UM NOVO CONCEITO NO VOCABULÁRIO FERROVIÁRIA, SURGE O CQATDQABAC - COMBOIO QUE ANDA TÃO DEPRESSA QUE ATÉ BORRA AS CUECAS.

CONTUDO, SE NÃO DESISTIREM DA IDEIA, DE PASSAR A LINHA DE TGV PELAS NOSSAS ASNAGAS, ONDE OS PÉS DE FEIJÃO CRESCEM A OLHOS VISTOS E ONDE AINDA É POSSIVEL ARRANHAR AS NÁDEGAS NAS ORTIGAS QUANDO SE ESTÁ A "OBRAR", COISA QUE EM CERTOS LOCAIS JÁ NÃO ACONTECE, SABOTAREMOS A LINHA DE TODAS AS FORMAS POSSIVEIS, DESDE PLANTAÇÕES DE FORQUILHAS A COLECÇÃO DE PIONÉS NOS CARRIS.

DESTA FORMA ME DESPEÇO, INCITANDO À LUTA A FAVOR DA PRESERVAÇÃO DOS NOSSOS PÉS DE FEIJÃO E DA PROLIFERAÇÃO DE ORTIGAS

aSS: GENERAL TOINO

Conferência de imprensa do Presidente da Câmara de Alcobaça

No dia 29 de Outubro o presidente de câmara, Dr. Gonçalves Sapinho, dirigiu-se à comunicação social tentando esclarecer os pormenores das atitudes e medidas tomadas por este elenco camarário no assunto “passagem do tgv por Alcobaça.

Presentes na sala, para além da comunicação social, estiveram os presidentes de junta, vereadores e presidente da Assembleia Municipal.

O Dr. Sapinho começou por referir que há um envenenamento da vida pública local, o que gera a confusão entre o que é importante e o que não é.

O presidente começa por considerar que “quem comenta a falta de acção da Câmara (protagonistas de pacotilha – assim lhes chamou!) são pessoas nulas e que nunca fizeram nada por Alcobaça, nem tomaram decisões.

Os protagonistas de pacolhice a que me referi são da orla do Mosteiro (+100 metros para cima ou mais 200 metros para baixo. Há muita gente que nasceu para estabelecer a confusão e quando há confusão estão sempre presentes – são os mosquitos que temos de exterminar!

(então os comentadores e o povo não têm direito a opinião? e o adormecimento da câmara não foi criticado pelos presidentes de junta? E o nosso presidente de câmara acha que estes autarcas não fizeram nada?

Gonçalves Sapinho realçou (e bem!) o facto de em 25/02/2005, o Dr. Paulo Inácio, à data deputado municipal, e hoje presidente da assembleia municipal, ter apresentado uma moção onde se manifesta toda a discordância e se aconselha um estudo a Este da serra dos Candeeiros. O mesmo deputado, nessa altura, encoraja o executivo a ser firme nessa matéria.

Recorde-se que, Naquela altura, Paulo Inácio disse:”Independentemente de contrapartidas, grandes ou pequenas, a nossa posição é frontalmente contra a passagem do tgv!”.

O Dr. Sapinho, amavelmente, colocou à disposição dos jornalistas um dossier onde se encontravam os documentos relativos aos contactos entre a Câmara, a RAVE, o Ministério das Obras Públicas e a Secretaria de Estado dos Transportes, bem como as moções de rejeição quer da CMA quer da AM..

Informou ainda que, antes do inicio da discussão pública, a CMA contratou Nunes da Silva para dar um parecer sobre a matéria.

Ainda na posse da palavra, o Presidente disse-nos que à cerca de um ano e meio, sensivelmente (interrogado sobre a data precisa, respondeu que teria de consultar a agenda) esteve em Lisboa, acompanhado pelo seu vice-presidente, numa reunião com a RAVE (também ficámos sem saber quem eram os elementos que representavam a Rave nessa reunião) onde se pediu uma cópia das plantas para que, a CMA pudesse estudar o documento calma e aprofundadamente.

Segundo o Dr. Sapinho e, de má-fé, a resposta da RAVE foi:

1- os senhores não levam nada!

2- 2- Pedimos que não falem sobre este assunto, por enquanto, visto ainda termos de voltar a falar!

Da parte da CMA foi garantido que nada viria a público antes de se voltar a falar.

Quanto a esta atitude da Rave, o nosso presidente afirmou:” As pessoas quando estão em determinados cargos, não podem ser vigaristas nem mentirosos!.

Todos tomámos as medidas certas em lugar e horas próprias!”…

E o que se fala na imprensa pode servir para escrever uma farsa e nunca uma obra literária de qualidade! As coisas entram-me por um ouvido e saem-me pelo outro!”

Mas adianta:

“Estamos, ainda, em fase de estudo de impacto ambiental e não é a RAVE que conduz este processo, é a Agência Portuguesa do Ambiente (que depende do Ministério do Ambiente). È ela que vai validar, ou não, os projectos que foram apresentados.”

O prazo limite para a APA se pronunciar é o final do corrente ano e tudo pode mudar – o projecto pode não ser aprovado!.

Salientou também: “ A Câmara fez sessões de esclarecimento nas juntas de freguesia. Fez o papel que a Rave não fez!”

Já no final da conferência, o Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Paulo Inácio, prestou as seguintes declarações: “O presidente da Câmara, nestas declarações fez uma exposição onde mostra a defesa dos interesses dos alcobacenses.

Peço que as pessoas façam histórica mas com verdade!

Agora, o presente e o futuro estão na defesa dos interesses do município. A AM está solidária e à disposição da CMA.

O vice-presidente da Cma, lançou ainda a seguinte questão: “porque é que Portugal tem de ter um tgv interno?”.

A rematar, Gonçalves Sapinho disse, ainda o seguinte: “Sendo aprovado qualquer um dos traçados propostos, vamos avançar para as Obras Públicas, EU, Presidente da Republica, Tribunais, Tribunal Europeu e Assembleia da Republica!”

Lúcia Duarte

TGV – ESTA LUTA É DE TODOS – Vamos mostrar a força dos alcobacenses!

Com a passagem do Tgv a ameaçar separar e destruir parte das nossas freguesias, pondo em causa, não só os bens que, suadamente conseguimos e sobre os quais pagamos pesados impostos mas também a nossa saúde física e mental, conseguiu-se, finalmente, acordar o povo de Alcobaça.

Mostrando que está farto de ser um dos parentes pobres da sociedade portuguesa e já tendo permitido demasiados disparates que por cá foram sendo feitos em nome do progresso, o povo alcobacense mostra-se agora, atento e firme na decisão de não deixar passar por cá, a oeste da serra dos Candeeiros um comboio de alta velocidade.

Assim, apareceu, na Benedita, um grupo de pessoas que, amando a sua terra e, após um esclarecimento sobre o assunto por parte da junta de freguesia da Benedita, arregaçou as mangas e criou o movimento anti-tgv.

Mas porque não é só a Benedita a zona afectada pelo enganoso”progresso” e porque Aljubarrota já é famosa pela sua batalha apareceu, também, nestas freguesias, um grupo de padeiras e D. Nunos que, apoiados, incondicionalmente, pelos seus presidentes de junta, arregaçaram as mangas e decidiram, não só juntar-se ao movimento criado na Benedita mas, também, realizar sessões de esclarecimento à população.

E assim foi, no dia 28 de Outubro começaram estas sessões nos Moleanos e em Ataíja de Cima.

Tivemos a agradável presença dos presidentes de Benedita, S. Vicente de Aljubarrota, Évora de Alcobaça, Prazeres de Aljubarrota e Turquel, de um representante da EDAPA e de um dos elementos do movimento anti-tgv e de uma população que aderiu em massa, mostrando sede de esclarecimento.

Mas, mais importante que qualquer coisa que possamos dizer sobre o assunto, são as palavras dos próprios mas, o que nós Alcoa, não conseguimos reproduzir, em palavras, os sentimentos que vimos nos olhos destes homens e mulheres.

Podemos, no entanto, garantir que, temos junto de nós e na linha da frente, autarcas que dizem com vigor: “NÓS NÃO VAMOS VENDER AS NOSSAS FREGUESIAS EM NOME DE UM PROGRESSO QUE SÓ SERVA ESPANHA E LESA OS QUE NOS ELEGERAM!”:

José Lourenço (presidente da junta de freguesia de Prazeres de Aljubarrota):

“A minha junta apoia o movimento anti – tgv

Não concordamos com qualquer traçado Lisboa – Porto. Tentando “dar-nos a volta” a RAVE decidiu receber os presidentes de junta, não em conjunto, mas em separado, cabendo o dia 2, pelas 10h, a reunião onde serei recebido junto com os meus colegas de S. Vicente e de Évora de Alcobaça. Prevê-se que a linha escolhida seja a linha da escola.

Este projecto e uma tragedia. FACAM/SE OBRAS NAS LINHAS DO Norte e do oeste!”

Numa atitude lúcida e coerente, José Lourenço, embora o traçado previsto seja o menos desfavorável à sua freguesia, diz “NÃO”.

Joaquim Pego (presidente da junta de freguesia de Évora de Alcobaça):

”Sou totalmente contra a passagem do tgv e da linha Lisboa – Porto. No entanto, sou a favor da ligação Portugal – Espanha.

Quero alertar-vos para o facto de as indemnizações virem a ser cerca de 1/3 do valor real das propriedades e somente abrangendo a metragem correspondente a 40 m de corredor e 25m para cada lado correspondendo à medida de segurança.”

Amílcar Raimundo (presidente da junta de freguesia de S. Vicente de Aljubarrota):

“Eu ando extremamente desassossegado!

Todos nós somos do movimento anti – tgv.
Todos juntos vamos conseguir agarrar este monstro e travá-lo à entrada da Benedita e, nessa altura, queremos o apoio de todo o povo!

E que não lavem as mãos os que pensam não vir a ser afectados nas suas casas – lembrem-se que, quando há fogo no quintal do vizinho, ele pode passar para o nosso! Metade dos Casais de Sta Teresa vão abaixo e tudo isto vai causar danos, não só físicos, mas também psicológicos em toda a população.

E lembrem-se que temos de ser solidários. Hoje, ainda nem sabemos qual é o quintal do vizinho que vai arder!”

Maria José (presidente da junta de freguesia da Benedita):

“Qualquer dos traçados corta a Benedita ao meio e passa direito ao futuro centro empresarial da Benedita.

Já sofremos muito com todas as obras que nos têm sido impostas mas esta, nós não vamos deixar passar!

Não consigo entender a razão pela qual foi abandonado o traçado do estudo inicial / a este da serra dos candeeiros.”

Carlos Mendonça (representante da ADEPA):

“O assunto está em aberto e, todos juntos, temos capacidade para impedir esta catástrofe.

O nosso património histórico, arqueológico e arquitectónico, a fauna e a flora estão em causa: falamos de Chiqueda, Olheiros, Carvalhal, Ataíja, etc.

Estamos solidários com a população que esta contra a passagem do tgv. Estranhamos que, embora o estudo de impacto ambiental foque todos os pontos afectados, a rave mantenha estes traçados.

Temos de vos dizer que o tgv vai atingir em cheio o vale e um núcleo de grutas de interesse arqueológico, não só nacional como internacional

Bruno (movimento anti – tgv):

“Este movimento nasceu da necessidade de travar algo que vai comprometer o passado, o presente e o futuro da nossa freguesia. Agora somos mais: somos 5 freguesias a não querer o tgv a passar nas nossas terras.

As pessoas têm de saber os problemas que vão advir das ondas electromagnéticas (problemas cancerígenos), as consequências do efeito de ruído, a mobilidade que fica posta em causa, o problema da irregularidade dos subsolos (temos de recordar que os nossos subsolos parecem um queijo suíço) e que a trepidação provocada pela passagem deste meio de transporte de alta velocidade vai afectar, muito em especial as casas que ficarem perto e que não estarão contempladas com as demolições, o fim de determinadas espécies animais e vegetais, únicas no nosso concelho, etc.

O povo tem muita força para travar isto! A interrupção do Ic2 por 4 horas e da assembleia de câmara foram um exemplo do que estamos dispostos a fazer!

Nós vamos ganhar esta luta porque a razão está do nosso lado!

José Diogo (presidente da junta de freguesia de Turquel):

(desculpem a colherada mas a emoção e a força deste homem foram, de facto, a viva voz de um verdadeiro homem do povo, sem papas na língua e com muita garra!).

“Fala-se disto desde 2003 e os presidentes de junta nunca foram ouvidos!

A CMA não deu satisfações!

Das 11 câmaras envolvidas, a de Alcobaça, agora diz que não, e nisso eu estou solidário com ela, mas… continua a faltar informação.

Eu não vou a RAVE vender a minha freguesia!

E a primeira vez que os presidentes de junta estão unidos mas a vitoria nesta luta só se consegue com a união e a luta do povo.

Temos de mostrar ao governo que nos não estamos a venda!

Desta vez tem de ser diferente! o povo já deveria ter tido reacção em relação a outros assuntos e manteve se calado

Isto e um atentado e um crime contra o concelho como nunca vi antes!

E altura de dizer ao município de Alcobaça que tem de fazer alguma coisa, já que tem andado a dormir!

Eu não me interessam partidos o que eu fiz foi um juramento a bandeira nacional e tenho de trabalhar e dar a cara por e para quem me elegeu!

Temos de dizer claro que tudo isto e uma invasão de propriedade privada e um desrespeito por todos nos!

Nos os presidentes de junta não temos andado a dormir.

Chamem/me atrasado, se quiserem, por ser anti/tgv mas eu tenho problemas mais importantes para resolver na minha freguesia!”

Lúcia Duarte