segunda-feira, outubro 08, 2007
esclarecimento ps
Linha de Alta Velocidade Ferroviária
Sendo uma das mais delicadas matérias debatidas até hoje no Concelho de Alcobaça, o Estudo de Impacte Ambiental do TGV, onde os troços e trajectos alternativos apresentados provocarão efeitos directos na vida futura das populações, exige uma clarificação quanto aos factos decorridos até ao momento.
Primeiro:- Em Novembro de 2003 decorreu a Cimeira Luso-Espanhola onde foram definidas as ligações de Alta Velocidade a ligação Lisboa/Madrid e a ligação Lisboa/Porto/Vigo.- Em Junho de 2004, no anterior Governo, foi tomada a decisão de construir uma Estação em Leiria, (localização considerada mais favorável e que ficará a cerca de 15/20 minutos de Alcobaça) que levou à anulação do estudo de alternativas a nascente da Serra de Aires e Candeeiros, ficando como única opção o “eixo atlântico” que atravessa o nosso Concelho.
- A 06 de Outubro de 2004 decorreu na Câmara Municipal de Alcobaça uma reunião em que participaram o Sr. Presidente Gonçalves Sapinho, o Sr. Vice-Presidente Carlos Bonifácio e o Sr. Vereador Hermínio Rodrigues com a RAVE e onde são dados a conhecer os “grandes corredores” da passagem do TGV no concelho de Alcobaça. Por parte da RAVE, foi deixado o pedido à CMA que dissesse quais eram as condicionantes no Concelho de modo a ajudar à decisão final dos traçados.
A atitude do Sr. Presidente da Câmara, cito “Reagi a esta apresentação dizendo que sentia vergonha de estar na reunião, que quem projectou esse traçado tê-lo-á feito com base em elementos que nada têm que ver com a realidade".Realçamos que em Outubro de 2004, o pedido da RAVE era que a Câmara dissesse quais eram as condicionantes no Concelho, as melhores alternativas.
Se tivesse sido tomada outra atitude e não virar as costas aos problemas, pois eles não desaparecem, hoje poderíamos estar noutra situação.- A 13 de Dezembro de 2005, a pedido da Câmara de Alcobaça, decorre uma reunião entre o Sr. Presidente Gonçalves Sapinho e o Sr. Vice-Presidente Carlos Bonifácio e a RAVE.
São dados a conhecer os traçados do TGV, já com as diferentes alternativas tal qual constam hoje no projecto. Isto ocorreu há perto de 2 anos.
Esta era a altura de identificar problemas, encetar um trabalho sério com a RAVE, como os outros municípios fizeram, de procura incessante e intransigente de alternativas de traçados, de soluções do ponto de vista da concepção e de construção, que minimizassem o impacto no nosso Concelho.- A 06 de Agosto de 2007 iniciou-se o período de discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental. Acerca de 2 meses.- Apenas a 13 de Setembro de 2007 é iniciada a discussão do Estudo de Impacte Ambiental, discussão essa que se tolda pelo não pronunciamento, mas sim pela negação!- A 21 de Setembro de 2007 é levado à Assembleia Municipal pela C.M.A a apresentação dos traçados. São também efectuadas apressadamente sessões de esclarecimento em algumas Freguesias.Segundo:A discussão na última semana do Período de Discussão de Impacte Ambiental, junto das populações, deixou muitas dúvidas e incertezas, como exemplo, há quem ache que serão construídos todos os troços e não uma das alternativas apresentadas.
O Estudo de Impacte Ambiental, apresenta opções de traçados, e apresenta alguns como menos prováveis pelos impactos causados, como por exemplo, o eixo que atravessa a Vila da Benedita, é o mais DESFAVORÁVEL e como tal afirmamos que deve ser inequivocamente REJEITADO. Logo, a alternativa mais viável, é o eixo que atravessa a Quinta da Serra.
Acreditamos e defendemos que devem ser EFECTUADAS propostas alternativas ao traçado previsto, minimizando efeitos negativos para as populações, através do recurso a viadutos ou túneis, bem como deverão ser ainda negociadas contrapartidas em termos das ligações viárias.
Se do ponto de vista ambiental é a opção mais fiável, do ponto de vista político por parte Câmara Municipal de Alcobaça é difícil de aceitar o atravessar da Quinta da Serra, recentemente adquirida com um objectivo que pode ficar comprometido, o que faria desta compra por valores elevados uma péssima opção.Aquando do processo de discussão da aquisição da Quinta da Serra, tendo como intuito a construção de uma ÁREA DE LOCALIZAÇÃO EMPRESARIAL, nós demonstramos que o terreno tinha fortes condicionantes e entraves:- Rede Eléctrica Nacional- Gasoduto- Rede Ecológica Nacional- Rede Agrícola Nacional- Localização mais provável de passagem da Linha de Alta Velocidade Ferroviária (TGV).Devido a estes factos, demonstrámos a nossa relutância à compra da Quinta da Serra, nunca fomos, como foi pretendido fazer entender, contra a construção de uma ÁREA DE LOCALIZAÇÃO EMPRESARIAL, mas se na altura a Câmara Municipal de Alcobaça, tivesse ouvido, estaria salvaguardo também este problema.A obstinação em discutir seriamente o traçado por parte desta Autarquia, levou-nos a esta situação.
Esta não é a postura de uma autarquia responsável e empenhada em resolver os problemas das populações.Tendo a autarquia conhecimento dos diversos troços e alternativas, continuou a licenciar construções, sem ter tido avisado as populações.
Terceiro:O braço de ferro encetado pela Câmara Municipal de Alcobaça, não deve nem pode continuar. É necessário que se sente à mesa de negociações com a RAVE. Essa mesma entidade afirma no próprio Estudo de Impacte Ambiental que esta não é uma matéria fechada “ Na fase seguinte, de Projecto de Execução e RECAPE, as soluções podem ser optimizadas, acautelando e minimizando os impactos negativos identificados…, assim como na definição das soluções das obras do ponto de vista conceptual e de construção.” .Perante os factos expostos, apresentámos em Assembleia Municipal, uma proposta, que foi chumbada por maioria, que propõe à RAVE que:
1º - Reabra os estudos para uma alternativa além da Serra de Aires e Candeeiros ou prove categoricamente da valia das opções apresentadas.2º - Estude uma hipótese de traçado mais próximo da base da Serra dos Candeeiros, que teria a vantagem de ter menos impacto na população e poderia ser enquadrado com as tão necessárias obras da Est. Nacional 1/ IC2.Estamos conscientes dos soberanos interesses do País, mas acreditamos que podem e devem ser conciliados com os legítimos interesses da população, onde a Autarquia tem de assumir um papel sério, coerente e preponderante. Papel esse, que não teve até ao momento, com o qual não compactuamos, encobrimos e apoiamos como outros o fazem.
domingo, outubro 07, 2007
Proposta do PS na Assembleia Municipal de 04.10.07
Em meados dos anos oitenta, o Transporte Ferroviário de Alta Velocidade surge como uma realidade possível em Portugal.
Atravessou consecutivos Governos e orientações políticas, que foram sendo sucessivamente confrontados com decisões tomadas anteriormente, condicionando claramente as opções políticas e técnicas.
O TGV é um projecto de âmbito Europeu e de compromissos estratégicos assumidos no âmbito do Rede Transeuropeia de Transportes.
É um projecto de interesse nacional que visa minorizar a periferia geográfica do nosso País e fazer a ligação à Europa.
Este projecto inserido na estratégia nacional para o desenvolvimento sustentável, parte integrante do Programa Operacional de Acessibilidades e Transportes tem sido articulado nas Cimeiras Luso-Espanholas e representa uma oportunidade única de aproveitamento de um enorme investimento europeu que será feito no nosso País, num meio de transporte mais rápido, mais cómodo e menos poluente, criando também mais riqueza e mais postos de trabalho.
O período de discussão pública, tempo exigido por lei, para que autarquias e cidadãos se pronunciem, acautelando e minimizando os impactos negativos identificados, através de pequenos acertos do traçado em planta, assim como na definição das soluções das obras do ponto de vista conceptual e de construção, começou no dia 06 de Agosto de 2007.
A Assembleia Municipal teve a primeira apresentação e discussão dos traçados alternativos apresentados no dia 21 de Setembro de 2007 pela Câmara Municipal, cerca de um mês e meio depois do início da discussão pública, condicionando claramente em tempo e recurso a documentos técnicos toda a discussão técnica, política e prática, que poderia eventualmente reduzir os impactos menos positivos no nosso Concelho.
2 – Enquadramento
Como autarcas e cidadãos responsáveis, temos o dever e a obrigação de dar o nosso contributo nesta discussão pública dos traçados, acautelando o interesse do Concelho e das suas populações, mas tendo também em referência o superior interesse nacional.
É vital que se perceba que a posição assumida é uma posição política, pois é de todo impossível em tão pouco espaço de tempo, analisar com rigor todos os documentos sobre os traçados, impactos ambientais e económicos e proceder com rigor ao levantamento dos efeitos práticos da passagem pelo nosso Concelho.
A complexidade técnica envolvida na escolha dos traçados e das suas várias opções, quer ao nível do impacto ambiental, quer ao nível técnico, é de tal forma complexo que como é hábito nestas grandes obras infraestruturais nunca se consegue alcançar uma unanimidade, nem técnica, nem política.
Assim sendo, com o pouco tempo tido e com as competências exigidas para uma análise séria, completa das inúmeras variantes em estudo, resulta que a natureza desta tomada de posição é claramente política e da defesa das populações directa e indirectamente abrangidas pelas envolvências desta obra.
3 – O traçado Alenquer/ Pombal
A localização do futuro aeroporto internacional de Lisboa foi e será condicionador das alternativas que estão em discussão. Não sendo despropositado presumir que uma eventual localização alternativa à OTA poderá acrescentar ou reformular os traçados agora propostos.
A Assembleia Municipal de Alcobaça bem como a Câmara Municipal de Alcobaça são clara e publicamente favoráveis à localização do futuro aeroporto internacional na OTA, acreditando na mais valia económica que esta infra-estrutura trará à região e ao concelho, apesar de sabermos que essa é uma forte condicionante às opções da localização do traçado do TGV em discussão.
A ligação Lisboa - Madrid está genericamente aceite como uma mais valia para o País, talvez com um consenso menos alargado, a ligação Porto - Vigo é também caracterizada como uma importante mais valia ao forte tecido empresarial e industrial nortenho.
Resta optar, escolher e decidir como e onde passará a óbvia e necessária ligação Porto - Lisboa. Uma das mais importantes e vitais decisões foi servir a região envolvente de Viseu ou Leiria. Quando a decisão recaiu sobre Leiria ouve um forte e natural sentimento de satisfação, quer por solidariedade, quer pelas mais valias que uma estação na nossa região poderia trazer.
Este facto condicionou sobremaneira mais uma vez as opções geográficas do traçado.
O litoral onde se concentra 74% da população nacional e onde se encontra concentrada a maioria das empresas e actividades económicas é em si um incontornável factor para a decisão da ligação Lisboa – Porto, tendo como objectivo servir a população não só na sua mobilidade, como, e sobretudo, na mais valia económica gerada por um turismo com potencial crescente da zona Oeste.
Talvez seja este o motivo que levou a Associação de Municípios do Oeste a apoiar fortemente as opções apresentadas.Desta forma foram abertos dois concursos internacionais, um, prevendo opções de traçados a Oeste da Serra de Aires e Candeeiros, outro, a Este.
O que nunca nos foi convenientemente explicado foi a decisão do anterior governo de anulação do concurso a Este da Serra de Aires e Candeeiros. Traçado este que passaria fora dos limites do concelho de Alcobaça.
Assim, ficaram fora do processo de decisão qualquer estudo de traçados alternativos ao concelho de Alcobaça.
Não estando identificadas grandes mais valias para o nosso concelho estão claramente identificadas menos valias e claros prejuízos económicos e emocionais para as populações do Concelho.
Confiantes que um projecto desta envergadura irá ressarcir monetariamente os prejuízos provocados, estamos também certos que a ligação emotiva das pessoas às suas terras será inquantificável e irreparável, por muitas passagens e ligações que se façam entre os dois lados da via.
Estamos certos de algumas escolhas óbvias das alternativas apresentadas, exemplo: eixos 1.1 e 1.3, tornando-se óbvia a escolha do eixo que passa no sopé da Serra dos Candeeiros, minimizando danos às populações e empresas da Vila da Benedita. Neste aspecto reforçamos o que foi explanado pelo Professor Fernando Nunes da Silva, no sentido de aproveitar o período de discussão pública para perspectivar alterações aos eixos e traçados de forma a reduzir ao mínimo os danos dos habitantes das zonas em discussão.
Acrescentamos uma referência à intersecção entre a via do TGV e o IC2/N1 e a necessidade de resolver também os problemas que há anos se arrastam, sendo este o momento de planear e intervir nesta via que tanto sofrimento e problemas tem trazido às pessoas.
O Professor Fernando Nunes da Silva, contratado há apenas duas semanas pela Câmara Municipal de Alcobaça, alerta para a importância de uma tomada de posição que não só questione o porquê da anulação do estudo de impacto ambiental do traçado a Este da Serra de Aires e Candeeiros, mas também para, de uma forma coerente e responsável apresentarmos pequenas correcções optimizadas minimizando impactos negativos, como prevê qualquer período de discussão pública ou estudo de impacto ambiental e que o bom senso exige.
Exemplo, é importante pôr a hipótese de o traçado passar colado ao sopé da encosta da Serra dos Candeeiros.
Bem como a introdução de túneis e eixos afastados dos núcleos urbanos reduzindo ao essencial os prejuízos
4- Conclusão
Como é natural num período de discussão pública, há que ter em linha de conta todas as opiniões reunidas, quer dos cidadãos, quer dos diversos autarcas do Concelho.
Considerar os inconvenientes económicos e sociais da população, que foram apresentados. E considerando que apesar de há dois anos a Câmara Municipal de Alcobaça ter conhecido um estudo preliminar do TGV, e há oito meses lhe terem sido apresentados os traçados para o Concelho, apenas o mês passado o apresentou às populações das zonas atravessadas pelas várias hipóteses de traçado, não havendo tempo para estudar ou reagir em tão curto período de tempo. Como é óbvio, três semanas não chegam para analisar de uma forma séria uma infra-estrutura desta natureza. Apelamos à RAVE, empresa responsável pela Linha de Alta Velocidade Ferroviária, que apesar do hipotético atraso que poderá trazer ao projecto,
1º - Reabra os estudos para uma alternativa além da Serra de Aires e Candeeiros ou prove categoricamente da valia das opções apresentadas.
2º - Que estude uma hipótese de traçado mais próximo da base da Serra dos Candeeiros, que teria a vantagem de ter menos impacto na população e poderia ser enquadrado com as tão necessárias obras da Est. Nacional 1/ IC2.Estamos conscientes dos soberanos interesses do País, mas acreditamos que podem e devem ser conciliados com os legítimos interesses da população.
sexta-feira, outubro 05, 2007
Tomada de posição da CDU sobre o TGV
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA
COMISSÃO COORDENADORA CONCELHIA de Alcobaça
R. Alexandre Herculano, 8, 2º.
2460 Alcobaça
1.Governo tem os negócios, muito bem preparados, do novo aeroporto e do TGV para os anunciar após a Presidência Portuguesa!
2.Sapinho voltou a prometer e a não cumprir no IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis)!
Senhoras e Senhores jornalistas,
agradecemos a melhor divulgação desta NOTA à Comunicação Social.
A CDU reuniu e definiu posições em relação a vários assuntos com destaque para os dois, referidos em epígrafe.
1. Os grandes negócios, do novo Aeroporto e das linhas de TGV, estão no segredo de Sócrates, mas avançarão logo que a Presidência Portuguesa termine para serem anunciadas com pompa e muita propaganda. O governo PS não quer manifestações de descontentamento. Mas os Alcobacenses devem preparar uma luta em que todos e cada um têm o seu papel perante os prejuízos para tantos (há aldeias que vão ser destruídas e muitas casas expropriadas…) e para a destruição de zonas de grande sensibilidade ambiental e de património histórico (grutas de Turquel e Carvalhal de Aljubarrota, Vale do Môgo, lagar do Monge Lagareiro…).
1.1. Aeroporto. A CDU discorda que a maioria PSD que governa Alcobaça já tenha tomado posição a favor da OTA sem primeiro ter reunido os dados políticos e técnicos nomeadamente pela sua interligação aos comboios de Alta Velocidade. Ao contratar um técnico que defende o aeroporto na margem sul é uma contradição gritante.
1.2. TGV. A nossa posição é muito clara: achamos que não é prioridade nacional, que não temos população para sustentar este tipo de comboios e é um investimento demasiado para as necessidades do País. O que precisamos é duma Rede Nacional Ferroviária, coerente, com uma revitalizada Linha do Oeste, duplicada, electrificada e com cadência de comboios confortáveis, que seja competitiva com o automóvel e que ligue a Coimbra e à Figueira da Foz. A maioria PSD ao contratar uma assessoria que defende o comboio de Alta velocidade Lisboa/Porto é outra contradição que não se compreende.
2. PSD voltou a propor as taxas máximas do IMI: 0,5% para os prédios avaliados e 0,8% para os outros. A CDU votou contra porque acha que a Câmara, tal como o governo, tem ido à bolsa dos Alcobacenses com grandes aumentos de impostos. Nos últimos anos, a receita municipal, nesta rubrica, tem crescido acima dos 20% ao ano! Por outro lado, a CDU, quer incentivos a quem tem o seu imóvel conservado em detrimento dos proprietários, com dinheiro, mas que mantém os seus prédios em ruína e em degradação, quer na cidade quer noutros núcleos habitacionais do concelho. A CDU defende a redução do IMI para incentivar que novas empresas, criadoras de postas de trabalho, se fixem no nosso concelho.
Alcobaça, 27 de Setembro de 2007
A Comissão Coordenadora Concelhia de Alcobaça da CDU
quarta-feira, outubro 03, 2007
TGV - DR SAPINHO, OLHE QUE NÃO ESTÀ A FICAR NADA BEM NA FOTOGRAFIA!


- Quando soube, pela primeira vez, que o TGV passaria por Alcobaça?
- quais os traçados que, então lhe foram propostos? qual foi a sua posição entretanto?
- desde então, quantas vezes tentou saber mais sobre o projecto?
- quando teve conhecimento do estudo de impacto ambiental? Leu-o na integra? qual a sua posição entretanto?
- quando chegaram os pareceres técnicos e não técnicos à sua mão?
- Nessa altura pediu o parecer de especialistas? em que data o fez?
- em que data soube da calendarização para discussão pública do projecto? Antes ou depois de ir de férias? - pense bem! a discussão pública começou a 6 de Agosto.
- Antes de ir de férias teve o cuidado de fazer alguma sessão de esclarecimento público sobre esta matéria? Onde? Quando e como?`
- Em que data entregou documentos aos vereadores da oposição de forma a permitir-lhes um estudo sobre o assunto?
- estou enganada ou foi no dia 1 de Outubro? (a discussão acaba a 9!)
- quanto tempo deu aos vereadores para tomarem consciência desta bomba? (10 minutos ou 15?)
- e, já agora, sabe em que ano é que se iniciou o estudo do projecto? Lembra-se em que governo?
- Quando esteve com os seus colegas de partido, à data no governo, mostrou a sua preocupação em relação aos tratados que o senhor já tão bem conhecia?
- quando pavoneou a importância da Área de Localização Empresarial, na Benedita, não sabia já do condicionamento desta por via do TGV? E mesmo assim, não esperou e fez a autarquia adquirir o terreno para esse fim?
- quando se candidatou em 2005 não deu , durante a campanha, nem uma palavrinha sobre o assunto, pois não?
- Durante todos estes anos, o sr fez questão de enviar as boas festas a todos os municipes, pela quadra natalicia. Certo? então porque não utilizou os mesmos meios para informar os municipes dos prós e dos contras deste projecto?
segunda-feira, outubro 01, 2007
PASSEIO DE CICLOTURISMO NA BENEDITA
Embora nunca pudesse ser apenas mais um passeio de bicicleta, o que me chamou a atenção e que devemos, acima de tudo louvar, é o facto de estes jovens desportistas, o terem feito no intuito de angariar fundos para uma associação de ajuda a crianças carenciadas da Benedita: “SORRISO AMIGO”
O passeio teve a sua partida às 9h30 m, da Rua Monges de Cister (onde se localiza o ginásio) e o trajecto foi orientado pelo professor Daniel.
oram entregues t-shirts e chocolates energéticos a todos os participantes e foi entregue, oficialmente, o cheque do valor apurado nas inscrições à representante do Sorriso Amigo, a professora Vanda Marques (que já todos nós conhecermos por ser uma das autoras do livro infantil “Pedro e Inês”).
Em conversa com Sandra Rafael, uma das promotoras do evento, soube que este ginásio abriu em Abril deste ano, que tem tido iniciativas bem acolhidas pelos utentes e que este passeio “é apenas o primeiro de muitos que pretendemos organizar!”.
Seguiu-se um almoço no simpático restaurante o Vieira para todos os participantes e organizadores
Para além do aspecto acolhedor do ginásio podemos informar-vos que este ginásio conta com um vastíssimo leque de opções para o bem-estar do nosso corpo: step, hip-hop, jump, cycling, judo kids, cardiofitness, depilação…
E claro que há mais…, mas aconselhamos uma visita a este espaço para saberem o resto!
Aos organizadores deste passeio, parabéns pela iniciativa e continuem a ajudar o Sorriso Amigo que bem merece.
Lúcia Duarte
JOSÉ HERMANO SARAIVA GRAVA PROGRAMA EM ALCOBAÇA
MUNICÍPIO DE ALCOBAÇA
CÂMARA MUNICIPAL
Gabinete de Informação e Relações Públicas
girp@cm-alcobaca.pt 262 580 843/61
NOTA DE IMPRENSA
O Concelho de Alcobaça foi mais uma vez escolhido como cenário para o programa “A
Alma e A Gente”, apresentado pelo Professor José Hermano Saraiva, aos Domingos,
na RTP2.
O Historiador, acompanhado pela esposa, Maria de Lurdes Saraiva, com quem é
casado há 65 anos, como não deixou de frisar, e pela equipa de gravação, esteve em
Alcobaça entre os dias 19 e 20 de Setembro, a convite da Câmara Municipal de
Alcobaça (CMA).
Assinatura do Livro de Honra
José Hermano Saraiva foi recebido pelo Presidente da CMA, Gonçalves Sapinho, na
tarde do dia 19, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde, com grande simpatia,
assinou o Livro de Honra do Município.
Filmagens foram até Cós
O dia 20 de Setembro foi dedicado à gravação do programa, e os locais escolhidos
foram: o inquestionável Mosteiro de Alcobaça, por quem o Professor confessou grande
admiração, o Castelo de Alcobaça e o Mosteiro de Cós.
De forma muito perspicaz e sem recorrer ao teleponto, José Hermano Saraiva vai
mostrar ao País e ao mundo o belíssimo património cultural existente neste Concelho.
A transmissão irá decorrer no dia 14 de Outubro, pelas 19:30, na RTP2.
Alcobaça, 21 de Setembro de 2007
sábado, setembro 29, 2007
perguntas e respostas sobre o tgv em aljubarrota
1- qual o espaço em metros da largura de implantação da via?
R: o espaço para implantação da via é de 14 metros. no entanto, estima-se que a largura média de ocupação, entre vedações, seja de cerca de 40 metros, variável em função do desnivel entre a cota do terreno natural e a cota da plataforma a construir
2- qual irá ser a distância de segurança, independentemente do traçado escolhido, a partir da via?
R:o decreto-lei nº 276/2003, de 4 de novembro, estabelece as servidões e as restrições a que estão sujeitos os proprietários dos prédios confinantes do caminho-de-ferro ou seus vizinhos, nomeadamente, áreas non aedificandi que para linhas de veloci~dade de velocidade elevada, igual ou superior a 220 km/h, não poderão ser inferiores a 25m para além do limite do caminho-de-ferro. embora ainda não exista legislação para linhas de alta velocidade, admite-se que o valor indicado se possa manter
3- a quantos metros irá ficar a rede de protecção ao TGV, a partir da linha?
R: respondido no ponto 1
4- dentro da zona de segurança podem ficar as casas existentes e se serão impedidads novas construções?
R: na área non aedificandi, em geral, poderão manter-se as construções existentes, mas não serão permitidas novas construções
5- qual o raio no qual se estima ser a zona afectada a quando da construção da linha?
R: a zona afectada, a quando da construção da linha, deverá ser pouco superior à zona de ocupação a menos dos caminhos de acesso e das áreas destinadas a estaleiro ou depósito de materiais
Mais uma vez se pede à população de Aljubarrota o favor de se dirigir a qualquer das juntas de freguesia para ser informado sobre a forma de protesto a este projecto imposto por aqueles que só podem estar a tomar estas medidas e a aprovar este projectos por não conhecerem nem a zona nem o impacto negativo que este pode vir a ter nas nossas vidas futuras
sexta-feira, setembro 28, 2007
TVG a destruir a vida das gentes de Aljubarrota
Muitas casas da Lagoa do Cão, Olheiros, Ataijas, Cadoiço, Casais de S. Teresa, Carvalhal, Casal do Rei, Moleanos, etc vão ser destruidas ou afectadas
vão ser expropriadas (e decerto nunca pelo justo valor) casas e terrenos a 90 m da passagem do tvg
as grutas históricas do carvalhal de aljubarrota vão estar em perigo e vamos deixar de poder estudar mais sobre a história , não só de Aljubarrota, mas da própria humanidade
a centenária capela de s. joão baptista, uma das mais antigas do país e classificada como património nacional vai sucumbir face ás escavações
zonas verdes, aves migratórias e o coração de oxigénio das nossas freguesias vão ser destruidas
a radiação vai acelerar problemas cancerigenos nas nossas populações
o impacto sonoro vai afectar até 150m da via
na Lagoa do Cão o tvg vai atravessar a única parte onde era possivel contruir ( a restante estava em pdm)
a economia da região, que se baseia em 80% (nada importante, pois não?), e que diz respeitoà extracção de pedra vai ser afectada
O concelho vai ficar dividido em 2
Quase 70% dos casais de S. Teresa vão ser destruidos
e mais irei divulgando sobre as razões que me levam a estar contra a passagem deste desnecessário investimento, consoante as informações técnicas me forem chegando.
Mas, não quero deixar de vos colocar algumas questões sobre o assunto, para irem pensando:
vale a pena fecharem-se escolas e maternidades por falta de verba para, depois, se gastar tanto dinheiro num transporte de alta velocidade?
a quem serve este tipo de transporte?
que lobbies estamos nós a ajudar?
vocês que passaram uma vida inteira a juntar um dinheirinho para, com suor, lágrimas e sofrimento, terem uma casita ou um pequeno terreno, vão deixar que, alguns senhores, com o rabo bem sentado numa cadeira do poder, vos tirem tudo o que vos custou a ganhar?
Meus amigos
se este meu artigo, vos chegou às vossas casa e vos indignou (como me indignou a mim e, note-se - a minha casa não é afectada!), então, por favor, dirijam-se à vossa junta de freguesia e lá, terão todas as informações que vos permitem lutar contra esta injustiça.
Façma-no já na próxima segunda-feira, não deixem de lutar pelo que é vosso, ou... do vosso vizinho!
Não baixem os braços! Mostrem que PODEMOS REPETIR A HISTÓRIA DA PADEIRA DE ALJUBARROTA - TEMOS A FORÇA DA RAZÃO E NINGUÉM NOS PODE VENCER!
quarta-feira, setembro 26, 2007
"O cavaleiro de Santiago"
domingo, setembro 23, 2007
O que se passa senhores autarcas?

Mais uma vez, o nosso presidente de câmara esqueceu a história de Aljubarrota.Já nem é que eu estranhe, mas é bom alertar os menos informados.
O dr Sapinho, talvez pelo avançado da sua idade, já tem uma certa dificuldade em recordar o que aprendeu (ou deveria ter aprendido) nos bancos da escola: a nossa história e a importância da batalha de Aljubarrota na nossa independência.
Depois de não ter comparecido na homenagem a Eugénio dos Santos, nem ter dado a cara na medieval; depois de na sessão de entrega do certificado do mosteiro como um dos finalistas às sete maravilhas se ter enganado (em 3 décadas) na data da batalha, etc, etc, etc, agora até se esqueceu de Aljubarrota como parte importante do património histórico do concelho.
E quando?
Eu até entendo!- como é que o nosso presidente iria justificar o péssimo calcetamento da Rua principal da vila e "aquela" janela manuelina que se mantem rodeada de portas de aluminio?
Seria um embaraço, não seria?
Que pena! talvez alguém fizesse alguma coisa por esta janela já que, nem os responsáveis camarários, nem o presidente da junta de freguesia de S. Vicente fazem nada por este estado de coisas!

Será que estamos perante um caso de avitaminose aguda? é que tanto desprendimento e apatia só vêm da parte dos grandes consumidores de laranjas...
Será um surto? e será contagioso?
quinta-feira, setembro 20, 2007
“MATER” – exposição a não perder!
Ricardo passarinho é um jovem talentoso de 28 anos e residente na Benedita.
Actualmente, encontra-se a finalizar o mestrado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.
Este jovem deu-nos a oportunidade de conhecermos a sua expressão artística através das belas fotos expostas no posto de turismo de Alcobaça (entre 18 e 30 de Setembro) sob o nome “Mater”.
Daqui, esta mostra de arte seguirá para a Galeria da Sede da Região de Turismo Leiria/Fátima onde pode ser visitada entre os dias 1 e 14 de Novembro.

Fomos visitar a sua obra e não conseguimos ficar insensíveis ao modo como vê, por exemplo, Lisboa e S. Martinho.
Nota-se um transmitir de emoções do próprio artista para a fotografia.
Quer as técnicas utilizadas, quer a escolha do momento (a nível de luz) mostram a afectividade de Ricardo aos temas escolhidos.
È, de facto, uma exposição a não perder, não só pelos amantes de fotografia mas, também, por todos os que apreciam o que de belo temos em Portugal.
Sinceramente, fiquei com vontade de conhecer mais da obra deste jovem.

E, é por esse motivo que, na próxima edição, irei contar-vos um pouco mais deste nosso artista alcobacense, uma vez que, ele, amavelmente, nos vai dar a honra de uma conversa informal sobre a sua obra, as suas vivências e as suas emoções.
Aqui vos deixo com duas das suas fotos esperando que vão todos ao posto de turismo de Alcobaça para verem as restantes obras deste artista.
Obrigado, Ricardo, por partilhar connosco a sua arte!
Lúcia Duarte
terça-feira, setembro 18, 2007
Comunicado de Imprensa:
Chama-se “Mater”, o novo projecto fotográfico de Ricardo Passarinho, sucedendo a “Dois”, de 2004.Houve, na imprensa, quem considerasse “Dois” um ensaio sobre o amor, e quem visse nele uma reflexão sobre os limites da Fotografia, no século XXI.
O autor haveria de reconhecer que se tratava de um trabalho sobre a pluralidade – das relações humanas, da noção de “casa”, do que é concreto e do que é abstracto, da Fotografia, hoje.
A dúvida e as leituras múltiplas e entrecruzadas faziam parte do conceito, e o próprio modo como as imagens estavam dispostas conduziam o espectador a uma espécie de desorientação. Recorde-se “Postcard View”, a irónica fotografia de abertura, em que o bairro de Campolide (Lisboa) surgia estilizado, na saturação dos seus telhados vermelhos, no exagero da luz, no branco depurado das residências sociais de Alcântara, ao fundo.
Parecia, efectivamente um postal, para turista, mas não deixava de acolher as mazelas (remediadas) da capital.
Ao lado, a Foz do Arelho, no Inverno, desprovida das suas funções balneares e de pôres-do-sol laranja.
Antes cinzenta, chuvosa, uma aberta a iluminar a Berlenga, uma mar picado face a um pescador de garda-chuva fechado.
Haveria também um mapa desfocado, areia, um auto-retrato pixelizado, a sugerir metade de uma máscara, cinco imagens radicalmente diferentes a partir de uma mesma fotografia, dois rostos em espiral, entrelaçando-se, duas vezes – numa imagem uma fusão total, noutra dois lábios que se tocam.
Parava-se perante a quase microscopia do Vale Furado, a estudar os grãos (seria “só” areia?), tentava-se decifrar o mapa propositadamente semi-indecifrável e voltava-se atrás nas imagens abstractas e via-se nelas, claramente, sémen, sangue, uma parede, a imagem de uma TV sem sinal, ou talvez não.
Se “Dois” se apoiava na forma para transmitir as suas mensagens, em camadas, “Mater” parte da sua antítese aparente. Todas as fotografias se socorrem quer do objecto concreto fotografado, quer da técnica de captação dessa imagem.
Não há, por assim dizer, edição a posteriori.
Trata-se de visões criadas aquando do próprio acto de fotografar.
O desafio consiste, por um lado, em descodificar o título da série, à luz das imagens, e, por outro, em aceitar, face a algumas delas, a garantia do autor de não manipulação. São doze fotografias que retratam locais – São Martinho do Porto, Lisboa, Monsaraz, Porto Côvo – mas sobretudo paisagens afectivas.
Umas destacam-se pela crueza, outras porque se nos afiguram algo estranhas, outras ainda pela forma como o modo de captação serve o objecto.
O Marquês de Pombal, por exemplo, não será fácil de identificar, e contudo capta-se de forma precisa a sua identidade - ironicamente, a velocidade lenta da obturação potencia-lhe a vertigem, o fluxo constante.
As fotografias de São Martinho beneficiam da mesma técnica, amplificando o esmaecimento que a noite traz e a serenidade da baía, evocando aguarelas. Trata-se de momentos únicos, de conjugações raras de luz e cor, das quais o espelho de água que se captou, ao pôr-do-sol, na marina inacabada do Parque das Nações será um dos melhores exemplos. Há rochas, erva, água, natureza e urbanidade, e um fio condutor, como se tudo fizesse parte de um mesmo mapa, privado, de um mesmo espaço interior.
No seu todo, e em cada célula, pressente-se um conforto uterino, e o desenho de uma projecção, humana.“Mater” estará patente na Galeria do Posto de Turismo de Alcobaça, de 18 a 30 de Setembro, e na Galeria da Sede da Região de Turismo de Leiria/Fátima (Leiria), de 1 a 14 de Novembro.
Ricardo Passarinho tem 28 anos, é professor e encontra-se a finalizar o mestrado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi discente de Sérgio Mah, comissário do Lisboa Photo, em 2003.
segunda-feira, setembro 17, 2007
MOSTRA DE ARTE EXPERIMENTAL
Alcobaça acolheu o “Rabiscuits 2007 - mostra de arte experimental”.
Aconteceu, e surpreendeu muita gente, nos dias 14,15 e 16 de Setembro, que não sabia o que era «aquilo».
A divulgação tinha sido feito por um programa que talvez pecasse por falta de informação. Quem quisesse saber mais alguma coisa teria de ter o trabalho de consultar o site oficial do “Rabiscuits

Por quem informa tem que estar informado foi o que fizemos. E a «informação» estava lá e dizia:«… o que se pretende é “dar a conhecer nova arte de cariz experimental integrada em espaços públicos de forma a uma fácil acessibilidade por parte do público”, um propósito que surge das “necessidades ainda existentes actualmente quer na motivação indispensável de jovens artistas darem a conhecer os seus trabalhos e ideias quer na sensibilização da população em relação à arte contemporânea”.

Entre os palcos escolhidos estiveram a zona envolvente do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça e a Biblioteca Municipal. Havia setas espalhadas pela cidade a indicar o caminho dos diversos eventos a decorrer.

Havia setas e havia comentários dos mais desencontrados
.«Gandas malucos! Isto é uma vergonha! Como é que deixam fazer isto frente ao Mosteiro! Isso não é Arte nenhuma.
Isto está giro! E faz vir gente para a Rua. Aquele junto à Biblioteca está muito engraçado!Foi uma excelente ideia!
Havia visitantes que perguntavam aos artistas, que estavam por perto, o «porquê» das coisas.
Falámos com alguns. Foram conversas interessantes, bem dispostas e descomplexadas.
Segue-se o resumo dessa troca de impressões.
No sábado, dia 15, falámos com o alcobacense Luís Plácido Costa:O meu trabalho “In-paralelos-out” pretende transmitir uma imagem do mundo actual, de tensões. As pedras da calçada saltam devido a essa tensões!
No domingo, dia 16, tivemos oportunidade de falar com mais autores.

Disseram Joana Rita e Valter Lopes, que são da região de Coimbra:As pessoas estão em geral habituadas à arte que vêem em museus e galerias. O que estamos a fazer é trazer arte para a rua. São coisas completamente diferentes da escultura e pintura tradicionais. É uma arte diferente e pode-se ter(e encontrar) arte em tudo.
Sobre o trabalho de Rita Pimenta, intitulado «Águas», frente ao Mosteiro(um tanque de lavar roupa e uma enorme peça de roupa de cor vermelha): Funciona mais pelo conceito que pela ideia. É uma «objecto» de censura ao rio, que está poluído. O tanque de lavar é branco mas a peça de roupa foi tingida pelas águas que estão poluídas, avermelhadas!
Os organizadores do evento, Gonçalo Traquina e Rita Pimenta, que são naturais da região de Alcobaça :As obras falam por si e quem for curioso e tiver dúvidas é só interpelar os autores. Eles estão por perto e têm todo o gosto em comentar (e defender) os seus trabalhos. A poucas horas do fecho da mostra estão satisfeitos. Quebraram a rotina das pessoas e vale sempre a pena ouvir a crítica. Positiva ou negativa.
Uma senhora que conhecemos de Alcobaça, que assistia de perto à conversa, comentou:
«Se não estivesse reformada e continuasse a ensinar traria aqui amanhã os meus alunos para verem este trabalho. Depois na Escola daríamos sequência à visita”partindo” para uma aula de geometria!».
Os «Rabiscuits 2007» tiveram o apoio da C.M. de Alcobaça e os patrocínios da Associação dos Agricultores da Região de Alcobaça, Brincomarché e A Cartilha.
.«Gandas malucos! Isto é uma vergonha!
Isto está giro! Foi uma excelente ideia!
JERO
aproveito para agradecer a amável contribuição do nosso sempre presente colega Jero, para este nosso cantinho.
Lúcia Duarte
sábado, setembro 01, 2007
Ai que alívio!
e chita e... pasmem!...- sem a presença do nosso sr presidente de câmara, do sr presidente da assembleia municipal, da sra presidente da junta de freguesia, de vereadores da cultura, de vereadores do urbanismo, das obras públicas e particulares e... pior! - nem o Luis de Matos, que tanto dinheiro ganhou para promover o mosteiro lá apareceu.só resta saber se, depois do repasto, o nosso sr presidente foi comprar umas daquelas cuequitas que se encontravam penduradas na feira - pelo menos saía barato ao erário público - 6 cuecas 5 € - baratinho, não' pois é, mesmo que não tenha tempo para atravessar o deserto alcobacense e venha a ter um descuido intestinal, sempre fica com mais 5 cuequinhas para mudar!
Ah, grande Alcobaça, nunca pensaste progredir tanto como desde que lá temos esta gente a (des)governar-nos!
terça-feira, agosto 28, 2007
sexta-feira, agosto 24, 2007
domingo, agosto 19, 2007
"tou chateada, pois claro que tou chateada!"
Vivi, durante 4 dias, a feira medieval de Aljubarrota.
Não teve tantos feirantes como nas edições anteriores mas foi uma bela festa.
Mas a feira medieval só vem a ser chamada para esta postagem por 2 motivos:
1ª é bom que se saiba que os turistas podem vir à nossa feira medieval porque, a nossa vila, embora pequenina, tem sanitários públicos (e limpos!).
Para além dos que estão localizados no largo da padeira (vá-se lá saber o porquê desta localização), durante o evento medieval ainda tivemos uns W.C. portáteis junto ao largo de Prazeres, cedidos pela câmara Municipal.
Ora isto é muito bom de se saber!
O que me "custa a engolir" é o facto de, estes sanitários portateis não poderem estar permanentemente junto ao mosteiro (uma vez que, os que supostamente lá deveriam estar, estão, segundo o jornal Região de Císter há 3 anos para acabar).
Depois há, agora, uma entidade que regula a qualidade de vida e coloca uma imensidão de regras sobre os utensilios, maquinaria, etc nas feiras, festas e romarias - ora, na feira MEDIEVAL foi exigida a compra de máquinas de lavar loiça industriais, escoamento de águas limpas e casas de banho.
Boa, acho que D. Nuno deve ter sido obrigado a lavar as mãos antes e depois da batalha e os castelhanos devem ter ido à procura do W.C. portátil tal foi o susto que apanharam quando viram a nossa padeira.
estou muito satisfeita, nunca pensei que, imagens como esta (e peço desculpa ao meu amigo António delgado por lhe ter roubado a foto postada no ecos e comentários)
não incomodam a ASAI - (talvez por os esgotos estarem a ser bem canalizados, será?) mas que as reproduções medievais os incomodam mais a nível de saúde pública.
Não quero lançar muita polémica, até porque, a foto acima fala por mim, mas a quem interessa a venda de máquinas de lavar industriais ?
Já vi que estou no ramo errado - talvez tenha de comprar máquinas para produzir as minhas peças de cerãmica que não permitam que suje as mãos, respire pó de barro, etc.
Bom, sempre posso pedir para lavar as mãos naquelas coisas que servem de escoamento de águas em frente ao mosteiro e posso secá-las com o calor que se faz sentir nesse areal (são só mais 2º no areal que na zona da Gafa, não é muito, pois não?).
Ao ridiculo a que nós chegámos!
NA ROTA DOS CERAMISTAS - Paulo Óscar
Vamos, neste número, dar inicio a uma série de artigos dedicados a ceramistas da nossa zona Oeste (a única que detém 3 das 7 maravilhas de Portugal).
E começamos pelo escultor e ceramista Paulo Óscar, formador e coordenador do curso de cerâmica criativa no Cencal e um dos responsáveis pelo nascimento, crescimento e desenvolvimento de novos talentos.

Nasceu em Lisboa, em 1959, na escola António Arroio formou-se em artes de fogo e foi duas vezes bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Presentes na inauguração, para além de outras individualidades estiveram a directora do museu e o director da instituição Cencal.
Na mesma data, Paulo Óscar iniciava um workshop de Rakú nú e os seus formandos fizeram questão de assistir a mais uma mostra dos belíssimos trabalhos do seu formador.
Este mestre iniciou a sua carreira em 1979 no atelier de Jorge Mealha, aprendendo e procurando o seu estilo pessoal.
A nível de formação, Paulo Óscar revela-nos que “o mais importante é passar saberes”. Segundo ele, quando começou na cerâmica, ainda havia muito o “culto de não se querer revelar segredos”. No entanto, para este mestre-formador, duas pessoas a realizar o mesmo tipo de trabalho, mesmo usando as mesmas técnicas, passam sempre visões e emoções diferentes.
O acto de ensinar – nas palavras de P.O. – é fascinante a nível da comunicação porque, as vidas e influências dos mais novos, vão-nos dando ânimo.
Questionado sobre um futuro a longo a curto e médio prazo, Paulo Óscar revelou-nos que iriam haver, ainda em 2007 duas exposições: Uma em Lisboa e outra em Madrid.
Nós, aqui pelo nosso “alcoa” e pelo nosso blog, ficamos a aguardar e prometemos divulgar.
Lúcia Duarte
sexta-feira, agosto 17, 2007
Mercado Medieval Óbidos '07 - Parte 2
não se esqueçam em 2008 vamos todos visitar as medievais de óbidos e de aljubarrota - força zona oeste!
Mercado Medieval Óbidos '07 - Parte 1
no intuito de divulgar outras localidades da nossa zona oeste e o que de bom por lá se faz, deixo-vos com esta maravilha da medieval de óbidos
sexta-feira, agosto 10, 2007
escola divertida
Este evento tem como objectivo proporcionar ás crianças um dia divertido, onde possam desfrutar de muita animação no começo do novo ano lectivo 2007/2008.
O espaço vai estar aberto durante todo o dia, proporcionando desta forma um dia repleto de alegria e diversão para todas as crianças que queiram participar activamente neste evento.Vão poder contar com muita animação:
* Insuflável gigante*
Palhaços*
Pinturas faciais*
Jogos tradicionais*
Ateliers infantis,
e muitas outras surpresas...
O evento ESCOLA DIVERTIDA está vocacionado para crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 14 anos e destina-se principalmente a escolas e a jardins de infância, atendendo sobretudo a um preço especial para as mesmas.
O custo da entrada será de 2€ por criança, onde poderão usufruir de todos os equipamentos e animações presentes, recebendo ainda uma pequena lembrança.
Todas as pessoas interessadas poderão inscrever-se e obter mais informações através dos seguintes contactos: MANJAR DE TORNADARua do Ameal,
32500-315 TornadaCaldas da Rainha
Tlf.: 96 325 88 98
MSN Messenger: eventos@manjardetornada.com
E-mail: escoladivertida@manjardetornada.com
domingo, julho 29, 2007
DIVULGUEM
rodoviários, os feridos trazem consigo um telemóvel. No entanto, na hora
de intervirem, não se sabe a quem contactar da lista interminável de
números.
Lançam-nos por isso a ideia de que toda a gente acrescente na sua agenda o
telefone da pessoa à qual contactar em caso de urgência sob o mesmo nome.
O nome internacional é ICE (= In Case of Emergency). Com este número
inscreveremos a pessoa com a qual deverão contactar os bombeiros,
polícias, INEM, protecção civil.......
Quando houver várias opções poderemos assinalá-las como ICE1, ICE2, ICE3,
etc. É simples, não custa nada e pode ajudar-nos muito!
Passem esta mensagem ao maior número de pessoas.
PASSEIO PEDESTRE
“NAS FRESCAS TERRAS DAS MONJAS DE CISTER”
DOMINGO, 28/JAN/2007
PERCURSO A PARTIR DA ASSOCIAÇÃO RECREATIVA PÓVOENSE (PÓVOA DE COZ), EM DIRECÇÃO À FONTE DE SANTA MARGARIDA, SUBINDO ATÉ SANTA RITA, DESCENDO AOS LAGOS E, PASSANDO A RIBEIRA DE COZ, TOMAR A DIRECÇÃO DO CONVENTO E VOLTAR A PÓVOA.
DURAÇÃO APROXIMADA: 2:30 horas
DISTÂNCIA APROXIMADA: 9 km
GRAU DE DIFICULDADE: Médio
CONCENTRAÇÃO E PARTIDA :
9h00 – Pimpões – Caldas da Rainha
9h00 – Casa da Cultura – S. Martinho do Porto
10h45 – Associação Recreativa Povoense – Póvoa de Coz
PARTICIPAÇÃO ABERTA A TODOS
RECOMENDA-SE O USO DE CALÇADO APROPRIADO PARA O CAMPO E INDUMENTÁRIA ADEQUADA ÀS CONDIÇÕES CLIMATÉRICAS.
EXISTE ALMOÇO PARA OS INTERESSADOS QUE SE INSCREVAM NO PRÓPRIO DIA, À CHEGADA A PÓVOA
CASA DA CULTURA JOSÉ BENTO DA SILVA Rua Professor Eliseu, 2 2460-676 S. Martinho do Porto Tel. 262980885 Fax 262980886 E-mail: casadaculturasaomartinho@gmail.com
quarta-feira, julho 25, 2007
antes e depois
Desde que me lembro de olhar para a política dos sucessivos governos vejo o seguinte:
ANTES E DEPOIS DA POSSE
ANTES DA POSSE
Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer quenão lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida quea justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam quese possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para quese termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo quenossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo queos recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que compreendam que somos a nova política.
DEPOIS DA POSSE
Basta ler este mesmo texto, DE BAIXO PARA CIMA!
Democratizado por Tiago Carneiro em http://democraciaemportugal.blogspot.com
terça-feira, julho 24, 2007
è esta a razão porque vos deixo esta postagem, cujo texto me foi amavelmente cedido pelo Rogério Rainudo:
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA
COMISSÃO COORDENADORA CONCELHIA de Alcobaça
R. Alexandre Herculano, 8, 2º.
2460 Alcobaça
1.Governo fecha Museu do Vinho!
2.Sapinho promete e não cumpre!
3. Não a contentores salas de aula!
A CDU reuniu em convívio/jantar em Pataias, na 1ª 5ª fª de Julho. Ao longo do mandato vai mantendo regularidade na prestação de contas dos seus eleitos, bem como vai cumprindo o hábito de reflectir, avaliar e agir. Neste mês de Julho destaca as seguintes matérias, que agradece a melhor divulgação das Senhoras e Senhores Jornalistas:
1. O ministro Jaime Silva e outros governantes da Agricultura andaram por Alcobaça a preparar soluções para a dinamização do Museu do Vinho. De repente, o Ministério, fecha as instalações do Museu, porque decidiu arrumar na prateleira os trabalhadores que tanto deram ao seu funcionamento e manutenção. A CDU manifesta o seu repúdio e já pressionou na Câmara para que não se aceite o fecho do Museu do Vinho! Alcobaça é terra agrícola e um dos traços da sua história é o Museu para o qual o Eng.º Paixão tanto contribuiu. Todos os governantes dizem que o Turismo é uma frente estratégica. Como se pode aceitar que em plena época turística o governo de Sócrates feche esta Instituição Alcobacense?
2. A CDU já tomou posição pública contra a sentença de encerramento de escolas do 1º ciclo e de jardins de infância previstos na Carta Educativa aprovada pela maioria do PSD na Câmara, na Assembleia Municipal e homologada pela Ministra da Educação. Discordámos da concentração de centenas de alunos, de tenra idade, em 3 mega centros escolares em Alcobaça, Pataias e Benedita.
A CDU relembra, por exemplo, as promessas do Presidente Sapinho, em 2005, em Pisões: Nova escola, novo pavilhão gimnodesportivo…Agora em 2007, ficou zero! Tudo concentrado em Pataias, no terreno do actual mercado semanal.
Saudamos quem resiste e luta.
Os Pisoenses estão atentos e não vão deixar cair a promessa de um Centro Escolar que sirva as suas crianças.
Também não esqueceram a promessa mais recente de Sapinho: escrever à ministra a rectificar a situação da Carta Educativa no que diz respeito aos Pisões!!!
3. Câmara continua a trabalhar mal e a estragar dinheiro na educação, devido à falta de planeamento. CDU esteve contra o aluguer de contentores salas de aula, para a Escola do 1º ciclo de Alcobaça, por 119.049,6€ +IVA (para 2 anos…Vamos ver que será preciso mais tempo…). Vereador Rogério Raimundo votou contra porque a CDU está em desacordo com este gasto financeiro e com a implantação, num recreio tão limitado, deste volume imenso de contentores. Também discordamos da falta de autoridade pedagógica: um equipamento escolar tem limites! Depois temos 40 crianças da freguesia dos Prazeres. 35 d’ Évora. 33 da Cela. E mais outras 20 de diferentes freguesias. Era nas escolas de origem, que se deviam encontrar estas crianças se houvesse investimento correcto e atempado para que tivessem escolas de qualidade nessas freguesias…
Alcobaça, 20 de Julho de 2007
A Comissão Coordenadora Concelhia de Alcobaça da CDU
