sábado, outubro 20, 2007

posição do psd quanto à passagem do TGV por Alcobaça

tenho tentado colocar à disposição de todos vós as diversas posições partidárias em relação à passagem do TGV por terras de Cister.
Porque considero que o esclarecimento das populações é muito mais importante que qualquer guerra politica, solicitei a posição do BE ao Dr Adelino Granja e a posição do PSD ao Eduardo Nogueira.
As posições da CDU e do PS já vos dei em postagens anteriores.
Quanto às do BE devo dizer-vos o seguinte: Não me foram enviadas!
O motivo? Não sei! Talvez este blog não tenha categoria suficiente para este partido, ou, talvez o BE não esteja tão interessado como pensei, em divulgar a sua posição, ou, simplesmente, a tomada de posição seja tão eleitoralista que só deve ser apresentada em reunião de Assembleia Municipal, perante uma assistência considerável.
Sinceramente, espero que seja pelo 1º motivo!
Posição contrária teve Eduardo Nogueira.
Mostrou que o Psd está interessado em fazer ouvir a posição e, prontamente, enviou a Moção apresentada por Pedro Mateus Guerra.
Obrigado, Eduardo por ter contribuido para o esclarecimento de todos os que gostam de, democraticamente conhecer e debater os reais problemas, quer do concelho, quer nacionais.


MOÇÃO APRESENTADA PELO DEPUTADO PEDRO MATEUS GUERRA DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA---------------------------------------------------

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------A Assembleia Municipal de Alcobaça em consonância com as posições tomadas pela Câmara Municipal, na sua reunião de 1 de Outubro de 2007, relativamente aos traçados apresentados para o estudo de impacto ambiental do TGV, vem em representação e na defesa das populações que nos elegeram do concelho apoiar solidariamente a rejeição de todos os traçados propostos em conformidade com os argumentos constantes na moção aprovada nesta assembleia e já referi em Fevereiro de 2005, dada a gravidade para o concelho de Alcobaça da manutenção dos traçados ora apresentados, que trariam impactos sociais económicos e ambientais negativos incalculáveis por forma a evitar-se uma tragedia para o nosso concelho e as nossas populações reforçamos seja considerada a realização de um estudo a este da Serra dos Candeeiros zona de muitíssima menor densidade populacional, industrial ou agrícola. Esta moção representa a vontade de todo o povo de Alcobaça que nesta matéria está unido sem distinções partidárias, gostaríamos que fosse aprovada por unanimidade. --------------------------------------------------------------------

Refiro que esta moção ao contrário de todas a outras que tenho apresentado como líder do PSD, não tem a sigla do PSD é uma moção que não tem qualquer interesse partidário e que visa apenas defender os interesses de todos nós e da população do concelho de Alcobaça e sobretudo das 8 freguesias que seriam cortadas por esse monstro mal fadado”.-----------------------------------------------------

quarta-feira, outubro 17, 2007

Armazém das artes de novo em destaque

A fundação Armazém das artes inaugurou, este mês uma nova exposição.

Felizmente reconheceu-se a importância dos SA Marionetas como grande contributo para a cultura alcobacense.

Nesta exposição podemos ver uma belíssima mostra de marionetas onde se incluem diversas técnicas de manipulação.


Mas, a exposição não fica por aqui, encontrámos “Aspectos de uma retrospectiva” de Costa Pinheiro (1953-2007), ao que nos apercebemos, um amigo pessoal de José Aurélio, director do Armazém.

A maior parte das obras de Costa Pinheiro, agora ao nosso dispor no AA, nunca foram expostas em Portugal – estamos gratos por ter escolhido Alcobaça para o fazer!





A obra de este homem mostra-nos um sentimento de liberdade, o caminho da sua conquista e… a satisfação de o ter conseguido.


Seguindo para outra sala desta galeria, podemos deliciarmo-nos com a obra de

Mário Botas, um pintor nazareno, artista de excelência e um dos nossos grandes orgulhos em termos artísticos.

Spleen é, de facto, a nossa sugestão de 51 belas obras a não perder deste nosso belíssimo artista.

A exposição pode ser visitada entre as 14h e as 19h.

Não percam!









Lúcia Duarte

um momento para relaxar:


meus amigos,


já todos perceberam que adoro os politicos da actualidade. sabem porquê? porque são motivos de inspiração para os cartonistas e para os artistas em photoshop. Não acreditam?



então vejam as imagens que se seguem e que mostram a nossa novissima realeza:







e agora desculpem mas não consigo ser imparcial- para mim, Marques Mendes ganha com muitos pontos de avanço:


Que mal servidos estamos

Há coisas que me incomodam imenso, como cidadã atenta e interessada por Alcobaça.

As politiquices, as guerras de poder, e. muito em especial, os tachos, são algumas dessas coisas.

O que tenho sabido da gestão e das irregularidades de S. Martinho, a falta de interesse camarário em relação a Aljubarrota, a falta de conhecimento, por parte das populações, em relação a assuntos que lesam o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos, a falta de uma politica de saúde, ambiente e educação forte e coerente – tudo me faz temer pelo futuro deste nosso belo país, cheio de potencialidades turísticas e culturais.

Incomodam-me os políticos que só se preocupam com eles próprios, que colocam em causa uma oposição forte e estruturada e que apenas pensam na sua visibilidade.

Era bom que as pessoas fossem apreciando as atitudes de certos políticos que, tendo sido eleitos para vereações camarárias vão pulando até Lisboa onde, provavelmente não conseguiram a visibilidade que queriam.

Assim sendo, e nada se importando nem com a péssima imagem que estavam a dar, não só de si próprios, do partido que representam perante aqueles que lhes deram os votos, vão regressando ao seu antigo posto.

Mas a volta não é por amor a Alcobaça – não se iludam! É porque, a lei não permite mais prolongamentos de afastamento do cargo. É portanto, por vaidade pessoal e por temerem perder um tachito.

Coloca-se, deste modo, em causa, um trabalho iniciado por uma vereadora substituta que, finalmente, até tinha acordado!

Vamos lá meus amigos, abram os olhos! Não permitam que uma só figura venha denegrir a imagem de um partido que levou tantos anos na luta, que conseguiu uma imagem de credibilidade e que pretende mostrar trabalho em prol dos cidadãos.

Mostrem a estes politiqueiros de interesses privados que eles estão a mais na politica!

terça-feira, outubro 16, 2007

Ricardo Passarinho - em amena cavaqueira

Já vos tinha dado a conhecer, neste blog, a obra deste nosso artista da Benedita.

Fui ver a exposição de fotografia da sua autoria e fiquei encantada com o talento deste jovem.

Estranhei, no entanto que, tendo aberto um Armazém de Artes em Alcobaça (e, fazendo este último, parte de uma fundação que pretende trazer cultura a Alcobaça), Ricardo tivesse optado pelo posto de turismo (que embora faça muito pela nossa cultura tem menos condições do que o AA) e não por este novo edificio.

Daí a necessidade de uma conversa com este nosso artista.

Fiquei chocada com o que retive da conversa!

Afinal, o Armazém das Artes, na pessoa de José Aurélio, mostrou-nos um espaço elitista, onde só "cabem" os grandes, os famosos e, provavelmente, os "amigos".

tenho pena de ter de dizer isto mas... Portugal continua na mesma! O nosso esforço para mudar mentalidades parece não estar a surtir efeitos práticos.

Há que criar um espaço realmente dedicado a TODA A ARTE, e, muito em especial, aos novos talentos que, embora desconhecidos da maior parte da "elite" merecem o nosso incentivo.

aqui fica a entrevista com Ricardo Passarinho que também pode ser lida na próxima edição do jornal "O alcoa":


À conversa com Ricardo Passarinho




Depois de “Mater”, a sua mais recente exposição de Fotografia, aplaudida pelo público e pela Crítica, concluída a dissertação de mestrado sobre Mário de Sá-Carneiro e pouco antes de rumar a Angola, “sentámos Ricardo Passarinho no sofá”. A conversa fluiu, liberta.



LD- “Dois” [2004], a sua primeira exposição, foi uma “pedrada no charco”, em Alcobaça. Porquê aqui, as duas, e quais as principais diferenças entre elas?



RP - “Dois” gerou alguma polémica porque jogava com a pluralidade. Com o facto de tudo poder ter duas ou mais leituras, válidas. Mexia com as noções de concreto e abstracto, questionava o lugar da Fotografia, hoje, abordava temas-tabu. Era suposto ser um jogo de espelhos e o resultado não podia ter sido melhor: houve quem amasse, houve quem odiasse. Houve ainda quem só visse delírios formais e quem soubesse ler nas entrelinhas. Era um trabalho em camadas, muito irónico, mas não fechado sobre si mesmo. “Mater” vem desconstruir tudo isso, aparentemente. Não deixa de ser uma provocação que eu apresente erva, rochas e linhas de eléctricos como “paisagem”. Um local pode ser retratado de muitas formas e representar coisas muito diferentes, mas não deixa de ser um local. Deixa é, por vezes, de ser exterior para passar a ser interior. É disso que trata esta última série: de paisagens afectivas, de extensões do Eu, como se certas significações de determinados locais fossem “úteros”. Apresentei as duas em Alcobaça porque Lisboa não precisa delas. Há que espicaçar aqui, onde a dormência é maior. Há que partir carapaças.



LD_ Porquê o Posto de Turismo e não o Armazém das Artes, com melhores condições para acolher a sua exposição?



RP- A minha primeira escolha foi, de facto, o Armazém das Artes. O seu director, José Aurélio não se mostrou, contudo, minimamente receptivo. Foi caricato, o nosso encontro... Primeiro o Sr José Aurélio explicou-me que as galerias do Mosteiro, Posto de Turismo e Caixa de Crédito não são as mais indicadas para se expor Fotografia. Perguntei então se o AA, dado que é uma fundação cultural, não pretende prestar algum tipo de apoio aos jovens criadores da região, através de mostras colectivas, de um evento anual ou de um prémio, por exemplo. Foi-me dito que não é essa a filosofia do AA, mas que a fundação está aberta a doações. Depois de agradecer a disponibilidade e preparando-me já para sair, pergunta o Sr José Aurélio: “Mas quer que eu veja o seu trabalho?...” Mostrei, foi tecido um comentário de circunstância, saí.



LD- Com vontade de não voltar, imagino...



RP- Exacto. Não ficava mal um pouco mais de respeito. Mas isso não é o mais importante. Quis consultar os estatutos da fundação e não consegui, não estão disponíveis na página oficial, contrariando a política da maioria das fundações culturais. Encontrei, contudo, na mesma página, o discurso de inauguração, escrito pelo director José Aurélio, do qual constam estas linhas: “De acordo com os objectivos estatutários da Fundação, este novo espaço cultural irá promover não só alguns dos valores mais representativos de Alcobaça e das suas gentes mas também desenvolver projectos destinados aos mais jovens. Nesse sentido, assinámos há pouco protocolos com as Escolas D. Pedro e D. Inês e com o Agrupamento de Escolas Frei Estêvão Martins, tendo sido assinado também um protocolo com a Universidade de Coimbra, que abrange, para além do âmbito cultural, o vector científico.” Não posso acusar o AA do que ainda não fez, mas, a meu ver, o Alcobaça tem de adoptar uma postura “vigilante” face à fundação. O concelho agradece as exposições e conferências de grandes vultos, mas, a meu ver, precisa sobretudo que se acredite nos seus jovens, se valorize os seus idosos e se envolva as suas crianças em actividades artístico-culturais.



LD-No seu portefólio electrónico [www.ricardopassarinho-photo.blogspot.com], onde acabou de colocar as fotografias de “Mater”, assume-se alcobacense e lisboeta. Mas em breve vai mudar de continente...



RP- É verdade. Parte do que sou devo-o a este concelho, mais especificamente à Benedita, onde tive óptimos professores, e à minha aldeia, a Azambujeira, que na figura dos meus pais me incutiu valores que vão escasseando, nos dias que correm. Em Lisboa formei-me no que queria – Estudos Portugueses e Ingleses, aprendi mais fora da faculdade do que dentro das salas de aula, e tive a sorte de poder trabalhar apenas e sempre na minha área. Nunca dispensei a calma da casa da minha mãe e a beleza da Foz do Arelho no Inverno, e tive desde cedo a noção de que Lisboa era, por vários motivos, o caminho a seguir. Mas este ciclo, que eu chamo de pendular, acabou, naturalmente. Findo o meu mestrado, que me ocupou os últimos dois anos, recebi há poucos dias um convite para leccionar Literatura Portuguesa numa universidade em Luanda. Aceitei, claro. É a realização de um sonho: fazer o que gosto, com quem quer aprender, sentir que estou onde mais precisam de mim, e ter um novo horizonte para fotografar.



Ricardo Passarinho agradece a toda a equipa do Alcoa a generosidade com que acolheu o seu mais recente projecto fotográfico e “a sua voz única no concelho, no que respeita a um saudável e fértil sentido de ‘dever cultural’”.



Lúcia Duarte

terça-feira, outubro 09, 2007

A companhia S.A.Marionetas -Teatro & Bonecos organiza mais uma vez o “Festival Nacional de Teatro de Marionetas - Marionetas na Cidade”de 5 a 14 de Outubro de 2007 na cidade de Alcobaça. Esta é a sua 10ª edição, e ao longo da sua história o festival foi crescendo, tornando-se já uma referência nacional no panorama do teatro de marionetas. Esta edição conta com a presença de 13 companhias que realizarão 30 espectáculos em 10 dias espalhados um pouco por toda a cidade de Alcobaça.

Nos últimos nove anos, em Alcobaça, o festival “Marionetas na Cidade”, tem tido como objectivo divulgar a arte da marioneta nas suas diversas vertentes, recorrendo em cada edição do festival à apresentação de vários espectáculos de teatro de marionetas, exposições, debates, acções de formação, actuações de rua.

Nesta edição do Festival, para além dos habituais espectáculos de marionetas, oficinas de construção de marionetas, debates e animação de rua, vão realizar-se duas exposições, uma de Fotografia no Átrio do Cine-Teatro de Alcobaça intitulada “Imagens de Marionetas na Cidade”, e outra de Marionetas na Fundação Cultural “Armazém das Artes” em Alcobaça de 5 de Outubro a 31 de Dezembro, que contará com todo o espólio da companhia profissional S.A.Marionetas – Teatro & Bonecos, de Alcobaça, intitulada “Marionetas em Alcobaça de 1979 a 2007 – espólio da Companhia S.A.Marionetas – Teatro & Bonecos – 10 Anos”.

A programação do festival contará com as companhias: Trulé – Investigação de Formas Animadas, Era uma Vez Teatro de Marionetas, Fantocheiros da Madeira, Marionetas da Feira, Alexandre Pring, A Quatro Patas, Lua Cheia – Teatro para todos, Marimbondo, Os Bonecos da Inês de Castro (ESDICA), Fio d’Azeite, Teatro e Marionetas de Mandrágora, O Nariz – Teatro de Grupo e S.A.Marionetas, a edição de um Teatrinho de Papel do “Theatrum Puparum – Inês de Castro” da S.A.Marionetas - ideia original de Sofia Vinagre com ilustrações de Natacha Costa Pereira -, a apresentação do documentário “Comanipulação” da autoria de Gonçalo Tarquínio e Rita Pimenta com base nos 10 anos da S.A.Marionetas, uma Conferência “Histórias com Marionetas” com José Carlos Alegria (Marionetista) e Dra. Maria José Machado dos Santos (Directora do Museu da Marioneta de Lisboa) e a exibição do filme Dom Roberto de Ernesto de Sousa com Raul Solnado e Glicinia Qaurtin nos principais papeis (1962).

A exposição no Armazém das Artes conta com cerca de 200 marionetas de autoria de José Gil, Bárbara Santos, Sofia Vinagre, Natacha Costa Pereira e Cesário Cruz Nunes. Este espólio conta a história desta companhia profissional de Teatro de Marionetas, que ao longo de 10 anos, já representou Alcobaça um pouco por todo o país, e Portugal por países da Europa como, Espanha, França, Itália, Alemanha, Reino Unido. Nesta exposição estarão expostas marionetas que abarcam o período de 1979 (quando a companhia era ainda amadora) a 2007. Destacamos as criações de 2005 de Bárbara Santos para a Ópera Barroca de António José da Silva “As Variedades de Proteu” ou as marionetas de José Gil para o vídeoclip ”Question of Love” da banda alcobacense “The Gift” que ganhou o prémio de melhor produção de vídeo em 2004, ou ainda os “Robertos” do Fantocheiro Cesário Cruz Nunes de 1948, só para citar algumas das criações que vão estar expostas.

Teremos ainda a estreia do espectáculo “Ben Almanzor – o feitiço do mouro no Castelo de Alcobaça” da companhia S.A.Marionetas no dia 6 de Outubro no Castelo de Alcobaça. O espectáculo consiste na recriação com base na lenda de Ben Almanzor feita com sombras gigantes projectadas nas paredes do Castelo de Alcobaça. Será visionado da Praça 25 de Abril .

segunda-feira, outubro 08, 2007

as respostas da Câmara

numa das minhas postagens, eu dirigi uma série de perguntas ao nosso presidente.
Simpaticamente, como aliás é seu hábito, Eduardo Nogueira, respondeu através do meu email pessoal.
Com autorização do mesmo, publico, aqui, na integra, as respostas que recebi:
"Cara Lúcia,

Quando disse, "por amor de Deus, já cá faltava", o que queria tão somente era dizer-lhe que, por agora, deve concentrar as suas energias no combate ao TGV e não no combate ao Presidente da Câmara.
O Senhor César de que fala, penso tratar-se de um deputado municipal que foi à penúltima Assembleia Municipal troçar dos Presidente de Junta dizendo que estavam todos preocupados só com "os seus quintais" e "não olhavam ao interesse nacional". É esse, não é? Pois, terá visto o pinote que ele e sua bancada deram na última Assembleia. Não valeu a pena... a moção que propunham admitia a hipotese de o TGV passar a Oeste, no sopé da serra. E essa hipótese não é sequer admissível para o Presidente da Câmara. O tal que a Sra. Lúcia diz que está a ficar mal na fotografia!
1 O TGV é sempre uma opção discutível. O actual Governo lançou Portugal na maior crise de todos os tempos. O Eng. Sócrates prometeu 150.000 novos postos de trabalho, prometeu não aumentar os impostos e disse não ser necessário mexer nos direitos e nas regalias de ninguém. Resultado práctico da governação do PS: A Europa cresce a 3%, a Espanha a 4% e nós andamos todos entusiasmados porque chegámos à fantástica taxa de 1,2% (ena, ena!!). Portugal, que foi outrora, nos tempos do prof. Cavaco, "o bom aluno", o país com a segunda mais baixa taxa de desemprego, é hoje o terceiro país da Europa (a 27) com mais desemprego. Pior, é o país onde o desemprego cresce mais depressa, tendo a taxa de desemprego atingido a surpreendente e indigna marca de 8,3% no último mês de Agosto (recorde absoluto dos últimos 22 anos), quando o que era habitual era o desemprego baixar no Verão devido ao emprego sazonal.
Ora o Eng. Socrates e o seu Governo acreditam que é com o TGV que vão relançar a economia. Enganam-se. Este é um projecto ruinoso num país sem futuro chamado Portugal. E digo ruinoso porque o será quer na fase de construção, quer na fase de exploração. Começa por ser ruinoso na construção a ser feito quase em exclusivo com material importado, ou seja, endivida o país, e por mão de obra estrangeira, mais um surto de imigrantes que aí vem de qualquer maneira. Continua ruinoso na fase de exploração porque não existirá mercado para o número de viagens previstas. 64 por dia!! Uma viagem Lisboa-Porto custará cerca de 50 Euro o que significa que este meio de transporte não estará ao alcance de todos. Já pensou que um pessoa que trabalhe no Porto e viva em Lisboa terá de dispender 2.000€ por mês só para se deslocar!!! O actuais Alfas já garantem um serviço suficientemente bom entre estas duas cidades e se se souber rentabilizar o investimento que tem sido feito na linha do Norte, as velocidade médias podem aumentar e fazer cair o tempo de viagem. É só quererem. Retomando, a exploração ruinosa do TGV será compensada, como acontece em Espanha, com dotações do orçamento de Estado. Significa isto, MAIS IMPOSTOS!
2. O alerta às populações não peca nada por tardio. A consulta pública está em curso e é agora que as populações devem aproveitar para dizer de sua justiça. Um requerimento ou uma carta entregue no primeiro dia da consulta pública tem o mesmo valor que se for entregue no último dia. Se se tivesse convocado a primeira Assembleia em Agosto diriam que se estava a tratar do assunto nas costas das populações que estavam de férias. É o famoso "preso por ter cão e preso por não o ter".
3. O nosso presidente não fechou a porta. Manteve sempre uma posição firme, como deveria, e oficiou, por mais que uma vez, (estes ofícios foram distribuidos num dossier de imprensa a toda a comunicação social na última Assembleia Municipal, se quiser faculto-lhos, com todo o gosto), à RAVE e ao Ministro das Obras Públicas, manifestando o seu desagrado em relação ao processo e chamando a atenção para o facto de haver compromissos que não estavam a ser cumpridos, nomeadamente a reunião alargada a autarcas de freguesia.
4. Então não houve preocupação de informar? Quem é que tem feito as sessões públicas de esclarecimento? Foi a RAVE? foi o PS? Ah, pois, foi a Câmara e as Juntas de Freguesia!! E já agora, nos concelhos vizinhos tem sabido de alguma sessão pública de esclarecimento? Pois, parece que só aqui por Alcobaça é que a Câmara "se tem dado a esse trabalho". O que dirão então os munícipes nesses concelhos...

Por isso Lúcia, não estranhe a minha resposta da semana passada, tenho andado muito ocupado e nem sempre tenho a possibilidade de passar a escrito o que penso, mas achei que o que acabei de dizer era tão óbvio que nem precisava de ser escrito!

Já agora, agradeço que ponha nos blogs.

Cumprimentos
Eduardo Nogueira"

esclarecimento ps

08 Outubro 2007

Linha de Alta Velocidade Ferroviária
Sendo uma das mais delicadas matérias debatidas até hoje no Concelho de Alcobaça, o Estudo de Impacte Ambiental do TGV, onde os troços e trajectos alternativos apresentados provocarão efeitos directos na vida futura das populações, exige uma clarificação quanto aos factos decorridos até ao momento.
Primeiro:- Em Novembro de 2003 decorreu a Cimeira Luso-Espanhola onde foram definidas as ligações de Alta Velocidade a ligação Lisboa/Madrid e a ligação Lisboa/Porto/Vigo.- Em Junho de 2004, no anterior Governo, foi tomada a decisão de construir uma Estação em Leiria, (localização considerada mais favorável e que ficará a cerca de 15/20 minutos de Alcobaça) que levou à anulação do estudo de alternativas a nascente da Serra de Aires e Candeeiros, ficando como única opção o “eixo atlântico” que atravessa o nosso Concelho.
- A 06 de Outubro de 2004 decorreu na Câmara Municipal de Alcobaça uma reunião em que participaram o Sr. Presidente Gonçalves Sapinho, o Sr. Vice-Presidente Carlos Bonifácio e o Sr. Vereador Hermínio Rodrigues com a RAVE e onde são dados a conhecer os “grandes corredores” da passagem do TGV no concelho de Alcobaça. Por parte da RAVE, foi deixado o pedido à CMA que dissesse quais eram as condicionantes no Concelho de modo a ajudar à decisão final dos traçados.
A atitude do Sr. Presidente da Câmara, cito “Reagi a esta apresentação dizendo que sentia vergonha de estar na reunião, que quem projectou esse traçado tê-lo-á feito com base em elementos que nada têm que ver com a realidade".Realçamos que em Outubro de 2004, o pedido da RAVE era que a Câmara dissesse quais eram as condicionantes no Concelho, as melhores alternativas.
Se tivesse sido tomada outra atitude e não virar as costas aos problemas, pois eles não desaparecem, hoje poderíamos estar noutra situação.- A 13 de Dezembro de 2005, a pedido da Câmara de Alcobaça, decorre uma reunião entre o Sr. Presidente Gonçalves Sapinho e o Sr. Vice-Presidente Carlos Bonifácio e a RAVE.
São dados a conhecer os traçados do TGV, já com as diferentes alternativas tal qual constam hoje no projecto. Isto ocorreu há perto de 2 anos.
Esta era a altura de identificar problemas, encetar um trabalho sério com a RAVE, como os outros municípios fizeram, de procura incessante e intransigente de alternativas de traçados, de soluções do ponto de vista da concepção e de construção, que minimizassem o impacto no nosso Concelho.- A 06 de Agosto de 2007 iniciou-se o período de discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental. Acerca de 2 meses.- Apenas a 13 de Setembro de 2007 é iniciada a discussão do Estudo de Impacte Ambiental, discussão essa que se tolda pelo não pronunciamento, mas sim pela negação!- A 21 de Setembro de 2007 é levado à Assembleia Municipal pela C.M.A a apresentação dos traçados. São também efectuadas apressadamente sessões de esclarecimento em algumas Freguesias.Segundo:A discussão na última semana do Período de Discussão de Impacte Ambiental, junto das populações, deixou muitas dúvidas e incertezas, como exemplo, há quem ache que serão construídos todos os troços e não uma das alternativas apresentadas.
O Estudo de Impacte Ambiental, apresenta opções de traçados, e apresenta alguns como menos prováveis pelos impactos causados, como por exemplo, o eixo que atravessa a Vila da Benedita, é o mais DESFAVORÁVEL e como tal afirmamos que deve ser inequivocamente REJEITADO. Logo, a alternativa mais viável, é o eixo que atravessa a Quinta da Serra.
Acreditamos e defendemos que devem ser EFECTUADAS propostas alternativas ao traçado previsto, minimizando efeitos negativos para as populações, através do recurso a viadutos ou túneis, bem como deverão ser ainda negociadas contrapartidas em termos das ligações viárias.
Se do ponto de vista ambiental é a opção mais fiável, do ponto de vista político por parte Câmara Municipal de Alcobaça é difícil de aceitar o atravessar da Quinta da Serra, recentemente adquirida com um objectivo que pode ficar comprometido, o que faria desta compra por valores elevados uma péssima opção.Aquando do processo de discussão da aquisição da Quinta da Serra, tendo como intuito a construção de uma ÁREA DE LOCALIZAÇÃO EMPRESARIAL, nós demonstramos que o terreno tinha fortes condicionantes e entraves:- Rede Eléctrica Nacional- Gasoduto- Rede Ecológica Nacional- Rede Agrícola Nacional- Localização mais provável de passagem da Linha de Alta Velocidade Ferroviária (TGV).Devido a estes factos, demonstrámos a nossa relutância à compra da Quinta da Serra, nunca fomos, como foi pretendido fazer entender, contra a construção de uma ÁREA DE LOCALIZAÇÃO EMPRESARIAL, mas se na altura a Câmara Municipal de Alcobaça, tivesse ouvido, estaria salvaguardo também este problema.A obstinação em discutir seriamente o traçado por parte desta Autarquia, levou-nos a esta situação.
Esta não é a postura de uma autarquia responsável e empenhada em resolver os problemas das populações.Tendo a autarquia conhecimento dos diversos troços e alternativas, continuou a licenciar construções, sem ter tido avisado as populações.
Terceiro:O braço de ferro encetado pela Câmara Municipal de Alcobaça, não deve nem pode continuar. É necessário que se sente à mesa de negociações com a RAVE. Essa mesma entidade afirma no próprio Estudo de Impacte Ambiental que esta não é uma matéria fechada “ Na fase seguinte, de Projecto de Execução e RECAPE, as soluções podem ser optimizadas, acautelando e minimizando os impactos negativos identificados…, assim como na definição das soluções das obras do ponto de vista conceptual e de construção.” .Perante os factos expostos, apresentámos em Assembleia Municipal, uma proposta, que foi chumbada por maioria, que propõe à RAVE que:
1º - Reabra os estudos para uma alternativa além da Serra de Aires e Candeeiros ou prove categoricamente da valia das opções apresentadas.2º - Estude uma hipótese de traçado mais próximo da base da Serra dos Candeeiros, que teria a vantagem de ter menos impacto na população e poderia ser enquadrado com as tão necessárias obras da Est. Nacional 1/ IC2.Estamos conscientes dos soberanos interesses do País, mas acreditamos que podem e devem ser conciliados com os legítimos interesses da população, onde a Autarquia tem de assumir um papel sério, coerente e preponderante. Papel esse, que não teve até ao momento, com o qual não compactuamos, encobrimos e apoiamos como outros o fazem.

domingo, outubro 07, 2007

Proposta do PS na Assembleia Municipal de 04.10.07

1 – Nota Preliminar
Em meados dos anos oitenta, o Transporte Ferroviário de Alta Velocidade surge como uma realidade possível em Portugal.
Atravessou consecutivos Governos e orientações políticas, que foram sendo sucessivamente confrontados com decisões tomadas anteriormente, condicionando claramente as opções políticas e técnicas.
O TGV é um projecto de âmbito Europeu e de compromissos estratégicos assumidos no âmbito do Rede Transeuropeia de Transportes.
É um projecto de interesse nacional que visa minorizar a periferia geográfica do nosso País e fazer a ligação à Europa.
Este projecto inserido na estratégia nacional para o desenvolvimento sustentável, parte integrante do Programa Operacional de Acessibilidades e Transportes tem sido articulado nas Cimeiras Luso-Espanholas e representa uma oportunidade única de aproveitamento de um enorme investimento europeu que será feito no nosso País, num meio de transporte mais rápido, mais cómodo e menos poluente, criando também mais riqueza e mais postos de trabalho.
O período de discussão pública, tempo exigido por lei, para que autarquias e cidadãos se pronunciem, acautelando e minimizando os impactos negativos identificados, através de pequenos acertos do traçado em planta, assim como na definição das soluções das obras do ponto de vista conceptual e de construção, começou no dia 06 de Agosto de 2007.
A Assembleia Municipal teve a primeira apresentação e discussão dos traçados alternativos apresentados no dia 21 de Setembro de 2007 pela Câmara Municipal, cerca de um mês e meio depois do início da discussão pública, condicionando claramente em tempo e recurso a documentos técnicos toda a discussão técnica, política e prática, que poderia eventualmente reduzir os impactos menos positivos no nosso Concelho.
2 – Enquadramento
Como autarcas e cidadãos responsáveis, temos o dever e a obrigação de dar o nosso contributo nesta discussão pública dos traçados, acautelando o interesse do Concelho e das suas populações, mas tendo também em referência o superior interesse nacional.
É vital que se perceba que a posição assumida é uma posição política, pois é de todo impossível em tão pouco espaço de tempo, analisar com rigor todos os documentos sobre os traçados, impactos ambientais e económicos e proceder com rigor ao levantamento dos efeitos práticos da passagem pelo nosso Concelho.
A complexidade técnica envolvida na escolha dos traçados e das suas várias opções, quer ao nível do impacto ambiental, quer ao nível técnico, é de tal forma complexo que como é hábito nestas grandes obras infraestruturais nunca se consegue alcançar uma unanimidade, nem técnica, nem política.
Assim sendo, com o pouco tempo tido e com as competências exigidas para uma análise séria, completa das inúmeras variantes em estudo, resulta que a natureza desta tomada de posição é claramente política e da defesa das populações directa e indirectamente abrangidas pelas envolvências desta obra.
3 – O traçado Alenquer/ Pombal
A localização do futuro aeroporto internacional de Lisboa foi e será condicionador das alternativas que estão em discussão. Não sendo despropositado presumir que uma eventual localização alternativa à OTA poderá acrescentar ou reformular os traçados agora propostos.
A Assembleia Municipal de Alcobaça bem como a Câmara Municipal de Alcobaça são clara e publicamente favoráveis à localização do futuro aeroporto internacional na OTA, acreditando na mais valia económica que esta infra-estrutura trará à região e ao concelho, apesar de sabermos que essa é uma forte condicionante às opções da localização do traçado do TGV em discussão.
A ligação Lisboa - Madrid está genericamente aceite como uma mais valia para o País, talvez com um consenso menos alargado, a ligação Porto - Vigo é também caracterizada como uma importante mais valia ao forte tecido empresarial e industrial nortenho.
Resta optar, escolher e decidir como e onde passará a óbvia e necessária ligação Porto - Lisboa. Uma das mais importantes e vitais decisões foi servir a região envolvente de Viseu ou Leiria. Quando a decisão recaiu sobre Leiria ouve um forte e natural sentimento de satisfação, quer por solidariedade, quer pelas mais valias que uma estação na nossa região poderia trazer.
Este facto condicionou sobremaneira mais uma vez as opções geográficas do traçado.
O litoral onde se concentra 74% da população nacional e onde se encontra concentrada a maioria das empresas e actividades económicas é em si um incontornável factor para a decisão da ligação Lisboa – Porto, tendo como objectivo servir a população não só na sua mobilidade, como, e sobretudo, na mais valia económica gerada por um turismo com potencial crescente da zona Oeste.
Talvez seja este o motivo que levou a Associação de Municípios do Oeste a apoiar fortemente as opções apresentadas.Desta forma foram abertos dois concursos internacionais, um, prevendo opções de traçados a Oeste da Serra de Aires e Candeeiros, outro, a Este.
O que nunca nos foi convenientemente explicado foi a decisão do anterior governo de anulação do concurso a Este da Serra de Aires e Candeeiros. Traçado este que passaria fora dos limites do concelho de Alcobaça.
Assim, ficaram fora do processo de decisão qualquer estudo de traçados alternativos ao concelho de Alcobaça.
Não estando identificadas grandes mais valias para o nosso concelho estão claramente identificadas menos valias e claros prejuízos económicos e emocionais para as populações do Concelho.
Confiantes que um projecto desta envergadura irá ressarcir monetariamente os prejuízos provocados, estamos também certos que a ligação emotiva das pessoas às suas terras será inquantificável e irreparável, por muitas passagens e ligações que se façam entre os dois lados da via.
Estamos certos de algumas escolhas óbvias das alternativas apresentadas, exemplo: eixos 1.1 e 1.3, tornando-se óbvia a escolha do eixo que passa no sopé da Serra dos Candeeiros, minimizando danos às populações e empresas da Vila da Benedita. Neste aspecto reforçamos o que foi explanado pelo Professor Fernando Nunes da Silva, no sentido de aproveitar o período de discussão pública para perspectivar alterações aos eixos e traçados de forma a reduzir ao mínimo os danos dos habitantes das zonas em discussão.
Acrescentamos uma referência à intersecção entre a via do TGV e o IC2/N1 e a necessidade de resolver também os problemas que há anos se arrastam, sendo este o momento de planear e intervir nesta via que tanto sofrimento e problemas tem trazido às pessoas.
O Professor Fernando Nunes da Silva, contratado há apenas duas semanas pela Câmara Municipal de Alcobaça, alerta para a importância de uma tomada de posição que não só questione o porquê da anulação do estudo de impacto ambiental do traçado a Este da Serra de Aires e Candeeiros, mas também para, de uma forma coerente e responsável apresentarmos pequenas correcções optimizadas minimizando impactos negativos, como prevê qualquer período de discussão pública ou estudo de impacto ambiental e que o bom senso exige.
Exemplo, é importante pôr a hipótese de o traçado passar colado ao sopé da encosta da Serra dos Candeeiros.
Bem como a introdução de túneis e eixos afastados dos núcleos urbanos reduzindo ao essencial os prejuízos
4- Conclusão
Como é natural num período de discussão pública, há que ter em linha de conta todas as opiniões reunidas, quer dos cidadãos, quer dos diversos autarcas do Concelho.
Considerar os inconvenientes económicos e sociais da população, que foram apresentados. E considerando que apesar de há dois anos a Câmara Municipal de Alcobaça ter conhecido um estudo preliminar do TGV, e há oito meses lhe terem sido apresentados os traçados para o Concelho, apenas o mês passado o apresentou às populações das zonas atravessadas pelas várias hipóteses de traçado, não havendo tempo para estudar ou reagir em tão curto período de tempo. Como é óbvio, três semanas não chegam para analisar de uma forma séria uma infra-estrutura desta natureza. Apelamos à RAVE, empresa responsável pela Linha de Alta Velocidade Ferroviária, que apesar do hipotético atraso que poderá trazer ao projecto,
1º - Reabra os estudos para uma alternativa além da Serra de Aires e Candeeiros ou prove categoricamente da valia das opções apresentadas.
2º - Que estude uma hipótese de traçado mais próximo da base da Serra dos Candeeiros, que teria a vantagem de ter menos impacto na população e poderia ser enquadrado com as tão necessárias obras da Est. Nacional 1/ IC2.Estamos conscientes dos soberanos interesses do País, mas acreditamos que podem e devem ser conciliados com os legítimos interesses da população.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Tomada de posição da CDU sobre o TGV

porque considero que ste blog deve ser aberto a todas as opiniões sobre matérias que nos digam directamente respeito, aqui divulgo a tomada de posição da CDU sobre o TGV:



COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA
COMISSÃO COORDENADORA CONCELHIA de Alcobaça
R. Alexandre Herculano, 8, 2º.
2460 Alcobaça
1.Governo tem os negócios, muito bem preparados, do novo aeroporto e do TGV para os anunciar após a Presidência Portuguesa!
2.Sapinho voltou a prometer e a não cumprir no IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis)!

Senhoras e Senhores jornalistas,
agradecemos a melhor divulgação desta NOTA à Comunicação Social.

A CDU reuniu e definiu posições em relação a vários assuntos com destaque para os dois, referidos em epígrafe.

1. Os grandes negócios, do novo Aeroporto e das linhas de TGV, estão no segredo de Sócrates, mas avançarão logo que a Presidência Portuguesa termine para serem anunciadas com pompa e muita propaganda. O governo PS não quer manifestações de descontentamento. Mas os Alcobacenses devem preparar uma luta em que todos e cada um têm o seu papel perante os prejuízos para tantos (há aldeias que vão ser destruídas e muitas casas expropriadas…) e para a destruição de zonas de grande sensibilidade ambiental e de património histórico (grutas de Turquel e Carvalhal de Aljubarrota, Vale do Môgo, lagar do Monge Lagareiro…).
1.1. Aeroporto. A CDU discorda que a maioria PSD que governa Alcobaça já tenha tomado posição a favor da OTA sem primeiro ter reunido os dados políticos e técnicos nomeadamente pela sua interligação aos comboios de Alta Velocidade. Ao contratar um técnico que defende o aeroporto na margem sul é uma contradição gritante.
1.2. TGV. A nossa posição é muito clara: achamos que não é prioridade nacional, que não temos população para sustentar este tipo de comboios e é um investimento demasiado para as necessidades do País. O que precisamos é duma Rede Nacional Ferroviária, coerente, com uma revitalizada Linha do Oeste, duplicada, electrificada e com cadência de comboios confortáveis, que seja competitiva com o automóvel e que ligue a Coimbra e à Figueira da Foz. A maioria PSD ao contratar uma assessoria que defende o comboio de Alta velocidade Lisboa/Porto é outra contradição que não se compreende.

2. PSD voltou a propor as taxas máximas do IMI: 0,5% para os prédios avaliados e 0,8% para os outros. A CDU votou contra porque acha que a Câmara, tal como o governo, tem ido à bolsa dos Alcobacenses com grandes aumentos de impostos. Nos últimos anos, a receita municipal, nesta rubrica, tem crescido acima dos 20% ao ano! Por outro lado, a CDU, quer incentivos a quem tem o seu imóvel conservado em detrimento dos proprietários, com dinheiro, mas que mantém os seus prédios em ruína e em degradação, quer na cidade quer noutros núcleos habitacionais do concelho. A CDU defende a redução do IMI para incentivar que novas empresas, criadoras de postas de trabalho, se fixem no nosso concelho.




Alcobaça, 27 de Setembro de 2007
A Comissão Coordenadora Concelhia de Alcobaça da CDU

quarta-feira, outubro 03, 2007

TGV - DR SAPINHO, OLHE QUE NÃO ESTÀ A FICAR NADA BEM NA FOTOGRAFIA!















Isto já nem é de estranhar...


O Presidente Sapinho gosta de estar bem com Deus e com o Diabo , mas...neste caso abusou!
E o que mais me chateia é o facto de este senhor conseguir iludir grande parte da população e de ir manipulando as pessoas a seu belo prazer.
O facto é que ele não é nada inocente em toda esta história do TGV.

Vou lançar-lhe algumas perguntas que gostaria muito de ver respondidas:

  1. Quando soube, pela primeira vez, que o TGV passaria por Alcobaça?


  2. quais os traçados que, então lhe foram propostos? qual foi a sua posição entretanto?


  3. desde então, quantas vezes tentou saber mais sobre o projecto?


  4. quando teve conhecimento do estudo de impacto ambiental? Leu-o na integra? qual a sua posição entretanto?


  5. quando chegaram os pareceres técnicos e não técnicos à sua mão?


  6. Nessa altura pediu o parecer de especialistas? em que data o fez?


  7. em que data soube da calendarização para discussão pública do projecto? Antes ou depois de ir de férias? - pense bem! a discussão pública começou a 6 de Agosto.


  8. Antes de ir de férias teve o cuidado de fazer alguma sessão de esclarecimento público sobre esta matéria? Onde? Quando e como?`


  9. Em que data entregou documentos aos vereadores da oposição de forma a permitir-lhes um estudo sobre o assunto?


  10. estou enganada ou foi no dia 1 de Outubro? (a discussão acaba a 9!)


  11. quanto tempo deu aos vereadores para tomarem consciência desta bomba? (10 minutos ou 15?)


  12. e, já agora, sabe em que ano é que se iniciou o estudo do projecto? Lembra-se em que governo?


  13. Quando esteve com os seus colegas de partido, à data no governo, mostrou a sua preocupação em relação aos tratados que o senhor já tão bem conhecia?


  14. quando pavoneou a importância da Área de Localização Empresarial, na Benedita, não sabia já do condicionamento desta por via do TGV? E mesmo assim, não esperou e fez a autarquia adquirir o terreno para esse fim?


  15. quando se candidatou em 2005 não deu , durante a campanha, nem uma palavrinha sobre o assunto, pois não?


  16. Durante todos estes anos, o sr fez questão de enviar as boas festas a todos os municipes, pela quadra natalicia. Certo? então porque não utilizou os mesmos meios para informar os municipes dos prós e dos contras deste projecto?

segunda-feira, outubro 01, 2007

PASSEIO DE CICLOTURISMO NA BENEDITA







No passado dia 30, numa iniciativa do ginásio KORP LESS, assisti a uma belíssima iniciativa de um passeio de cicloturismo.







Embora nunca pudesse ser apenas mais um passeio de bicicleta, o que me chamou a atenção e que devemos, acima de tudo louvar, é o facto de estes jovens desportistas, o terem feito no intuito de angariar fundos para uma associação de ajuda a crianças carenciadas da Benedita: “SORRISO AMIGO”



O passeio teve a sua partida às 9h30 m, da Rua Monges de Cister (onde se localiza o ginásio) e o trajecto foi orientado pelo professor Daniel.



Antes da partida, foram entregues t-shirts e chocolates energéticos a todos os participantes e foi entregue, oficialmente, o cheque do valor apurado nas inscrições à representante do Sorriso Amigo, a professora Vanda Marques (que já todos nós conhecermos por ser uma das autoras do livro infantil “Pedro e Inês”).



Em conversa com Sandra Rafael, uma das promotoras do evento, soube que este ginásio abriu em Abril deste ano, que tem tido iniciativas bem acolhidas pelos utentes e que este passeio “é apenas o primeiro de muitos que pretendemos organizar!”.


Seguiu-se um almoço no simpático restaurante o Vieira para todos os participantes e organizadores


Para além do aspecto acolhedor do ginásio podemos informar-vos que este ginásio conta com um vastíssimo leque de opções para o bem-estar do nosso corpo: step, hip-hop, jump, cycling, judo kids, cardiofitness, depilação…




E claro que há mais…, mas aconselhamos uma visita a este espaço para saberem o resto!


Aos organizadores deste passeio, parabéns pela iniciativa e continuem a ajudar o Sorriso Amigo que bem merece.



Lúcia Duarte







JOSÉ HERMANO SARAIVA GRAVA PROGRAMA EM ALCOBAÇA




MUNICÍPIO DE ALCOBAÇA
CÂMARA MUNICIPAL
Gabinete de Informação e Relações Públicas
girp@cm-alcobaca.pt 262 580 843/61
NOTA DE IMPRENSA

O Concelho de Alcobaça foi mais uma vez escolhido como cenário para o programa “A
Alma e A Gente”, apresentado pelo Professor José Hermano Saraiva, aos Domingos,
na RTP2.
O Historiador, acompanhado pela esposa, Maria de Lurdes Saraiva, com quem é
casado há 65 anos, como não deixou de frisar, e pela equipa de gravação, esteve em
Alcobaça entre os dias 19 e 20 de Setembro, a convite da Câmara Municipal de
Alcobaça (CMA).
Assinatura do Livro de Honra
José Hermano Saraiva foi recebido pelo Presidente da CMA, Gonçalves Sapinho, na
tarde do dia 19, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde, com grande simpatia,
assinou o Livro de Honra do Município.
Filmagens foram até Cós
O dia 20 de Setembro foi dedicado à gravação do programa, e os locais escolhidos
foram: o inquestionável Mosteiro de Alcobaça, por quem o Professor confessou grande
admiração, o Castelo de Alcobaça e o Mosteiro de Cós.
De forma muito perspicaz e sem recorrer ao teleponto, José Hermano Saraiva vai
mostrar ao País e ao mundo o belíssimo património cultural existente neste Concelho.
A transmissão irá decorrer no dia 14 de Outubro, pelas 19:30, na RTP2.
Alcobaça, 21 de Setembro de 2007

sábado, setembro 29, 2007

perguntas e respostas sobre o tgv em aljubarrota

Um dos elementos da assembleia municipal de Prazeres de Aljubarrota, Jorge Alves, bastante preocupado com a leitura que fez, quer dos mapas de traçado do TGV, quer pela leitura de 150 páginas do estudo de impacto ambiental deste projecto, questinou a RAVE, SA sobre alguns aspectos necessários ao esclarecimento das populações.com sua autorização, passo a reproduzir as perguntas do Jorge e as respectivas respostas da RAVE:
1- qual o espaço em metros da largura de implantação da via?
R: o espaço para implantação da via é de 14 metros. no entanto, estima-se que a largura média de ocupação, entre vedações, seja de cerca de 40 metros, variável em função do desnivel entre a cota do terreno natural e a cota da plataforma a construir
2- qual irá ser a distância de segurança, independentemente do traçado escolhido, a partir da via?
R:o decreto-lei nº 276/2003, de 4 de novembro, estabelece as servidões e as restrições a que estão sujeitos os proprietários dos prédios confinantes do caminho-de-ferro ou seus vizinhos, nomeadamente, áreas non aedificandi que para linhas de veloci~dade de velocidade elevada, igual ou superior a 220 km/h, não poderão ser inferiores a 25m para além do limite do caminho-de-ferro. embora ainda não exista legislação para linhas de alta velocidade, admite-se que o valor indicado se possa manter
3- a quantos metros irá ficar a rede de protecção ao TGV, a partir da linha?
R: respondido no ponto 1
4- dentro da zona de segurança podem ficar as casas existentes e se serão impedidads novas construções?
R: na área non aedificandi, em geral, poderão manter-se as construções existentes, mas não serão permitidas novas construções
5- qual o raio no qual se estima ser a zona afectada a quando da construção da linha?
R: a zona afectada, a quando da construção da linha, deverá ser pouco superior à zona de ocupação a menos dos caminhos de acesso e das áreas destinadas a estaleiro ou depósito de materiais

Mais uma vez se pede à população de Aljubarrota o favor de se dirigir a qualquer das juntas de freguesia para ser informado sobre a forma de protesto a este projecto imposto por aqueles que só podem estar a tomar estas medidas e a aprovar este projectos por não conhecerem nem a zona nem o impacto negativo que este pode vir a ter nas nossas vidas futuras

sexta-feira, setembro 28, 2007

TVG a destruir a vida das gentes de Aljubarrota

Até hoje, ainda não me tinha pronunciado sobre o TGV e sobre as linhas de passagem deste por Alcobaça.Isto deve-se ao facto de, tal como a maior parte da população do concelho, não estar informada o suficiente, quer sobre os traçados possiveis, quer sobre os impactos negativos que isso iria ter para o nosso concelho e, em particular para as gentes de Aljubarrota.Agora estou!Meus amigosNão sou filha de Aljubarrota mas adoptei-a e creio que, de alguma forma, esta terra também me adoptou e isso, dá-me legitimidade para defender as suas causas e dar, aqui, voz a centenas de pessoas que serão afectadas pela ambição cega de sair da cauda da Europa e de mostrar, lá fora, o que não conseguem mostrar cá dentro.Vamos ser sérios e pensar no nosso país em primeiro lugar e deixar para segundo plano a "tentativa de ficar bem na fotografia da Europa".Antes de vos dizer as razões que me levam a ser contra TODO E QUALQUER TRAÇADO que passe por Aljubarrota, deixem que vos lembre o seguinte: Aljubarrota e Alcobaça, em momentos dificeis e decisivos da nossa história, foi forte o suficiente para lutar pelos seus direitos e por Portugal - É HORA DE MOSTRAR QUE AINDA O SOMOS!Ainda está na nossa mão, até ao dia 3 de outubro, mostrarmos a nossa discordância em relação à passagem do TGV nas nossas terras, nos traçados que nos foram impostos.Tal como fizeram as nossas juntas de freguesia e hoje, a assembleia de freguesia de Prazeres de Aljubarrtoa (a assembleia da junta de S. Vicente só se realiza amanhã e do resultado desta, também vos darei conhecimento, em primeira mão), também nós podemos fazer alguma coisa por Alcobaça em geral e, por Aljubarrota em particular: mostrar por escrito, as razões da vossa indignação e discordância do projecto.Posto isto, passo a enumerar alguns dos problemas que podem advir da passagem do TGV pelas nossas freguesias de Aljubarrota:
Muitas casas da Lagoa do Cão, Olheiros, Ataijas, Cadoiço, Casais de S. Teresa, Carvalhal, Casal do Rei, Moleanos, etc vão ser destruidas ou afectadas
vão ser expropriadas (e decerto nunca pelo justo valor) casas e terrenos a 90 m da passagem do tvg
as grutas históricas do carvalhal de aljubarrota vão estar em perigo e vamos deixar de poder estudar mais sobre a história , não só de Aljubarrota, mas da própria humanidade
a centenária capela de s. joão baptista, uma das mais antigas do país e classificada como património nacional vai sucumbir face ás escavações
zonas verdes, aves migratórias e o coração de oxigénio das nossas freguesias vão ser destruidas
a radiação vai acelerar problemas cancerigenos nas nossas populações
o impacto sonoro vai afectar até 150m da via
na Lagoa do Cão o tvg vai atravessar a única parte onde era possivel contruir ( a restante estava em pdm)
a economia da região, que se baseia em 80% (nada importante, pois não?), e que diz respeitoà extracção de pedra vai ser afectada
O concelho vai ficar dividido em 2
Quase 70% dos casais de S. Teresa vão ser destruidos
e mais irei divulgando sobre as razões que me levam a estar contra a passagem deste desnecessário investimento, consoante as informações técnicas me forem chegando.
Mas, não quero deixar de vos colocar algumas questões sobre o assunto, para irem pensando:
vale a pena fecharem-se escolas e maternidades por falta de verba para, depois, se gastar tanto dinheiro num transporte de alta velocidade?
a quem serve este tipo de transporte?
que lobbies estamos nós a ajudar?
vocês que passaram uma vida inteira a juntar um dinheirinho para, com suor, lágrimas e sofrimento, terem uma casita ou um pequeno terreno, vão deixar que, alguns senhores, com o rabo bem sentado numa cadeira do poder, vos tirem tudo o que vos custou a ganhar?
Meus amigos
se este meu artigo, vos chegou às vossas casa e vos indignou (como me indignou a mim e, note-se - a minha casa não é afectada!), então, por favor, dirijam-se à vossa junta de freguesia e lá, terão todas as informações que vos permitem lutar contra esta injustiça.
Façma-no já na próxima segunda-feira, não deixem de lutar pelo que é vosso, ou... do vosso vizinho!
Não baixem os braços! Mostrem que PODEMOS REPETIR A HISTÓRIA DA PADEIRA DE ALJUBARROTA - TEMOS A FORÇA DA RAZÃO E NINGUÉM NOS PODE VENCER!

quarta-feira, setembro 26, 2007

"O cavaleiro de Santiago"

através de um amigo (e via email) recebi a informação que se segue e que, no meu entender, deve ser divulgada e apoiada:
No ultimo domingo do mês, como é habitual, mais um passeio pedestre para todos:
Desta vez em Évora de Alcobaça, sob o tema "O Cavaleiro de Santiago".
É um percurso com cerca de 9 km que será feito "nas calmas" em duas horas e meia, com visitas a locais importantes:
Capela manuelina (e renascença) do Senhor dos Passos, Cruzeiros de Santiago, Ruínas do lagar de azeite dos monges de Cister, fontes e Igreja Matriz de Évora de Alcobaça.
A concentração no local é na Junta de Freguesia e a partida é às 10h00.
Para quem se inscrever, existe almoço no fim do passeio, com ementa surpresa, por 8.00€.
Caminhe, pela sua saúde - e olhe à sua volta, veja as maravilhas que nos rodeiam.

domingo, setembro 23, 2007

O que se passa senhores autarcas?




Mais uma vez, o nosso presidente de câmara esqueceu a história de Aljubarrota.
Já nem é que eu estranhe, mas é bom alertar os menos informados.
O dr Sapinho, talvez pelo avançado da sua idade, já tem uma certa dificuldade em recordar o que aprendeu (ou deveria ter aprendido) nos bancos da escola: a nossa história e a importância da batalha de Aljubarrota na nossa independência.
Depois de não ter comparecido na homenagem a Eugénio dos Santos, nem ter dado a cara na medieval; depois de na sessão de entrega do certificado do mosteiro como um dos finalistas às sete maravilhas se ter enganado (em 3 décadas) na data da batalha, etc, etc, etc, agora até se esqueceu de Aljubarrota como parte importante do património histórico do concelho.
E quando?

quando apenas escolheu para as gravações do programa de José Hermano Saraiva o mosteiro de Alcobaça, o Mosteiro de Coz e o Castelo de Alcobaça.
Eu até entendo!- como é que o nosso presidente iria justificar o péssimo calcetamento da Rua principal da vila e "aquela" janela manuelina que se mantem rodeada de portas de aluminio?
Seria um embaraço, não seria?
Que pena! talvez alguém fizesse alguma coisa por esta janela já que, nem os responsáveis camarários, nem o presidente da junta de freguesia de S. Vicente fazem nada por este estado de coisas!
Será que estamos perante um caso de avitaminose aguda? é que tanto desprendimento e apatia só vêm da parte dos grandes consumidores de laranjas...
Será um surto? e será contagioso?

quinta-feira, setembro 20, 2007

“MATER” – exposição a não perder!

Ricardo passarinho é um jovem talentoso de 28 anos e residente na Benedita.

Actualmente, encontra-se a finalizar o mestrado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.

Este jovem deu-nos a oportunidade de conhecermos a sua expressão artística através das belas fotos expostas no posto de turismo de Alcobaça (entre 18 e 30 de Setembro) sob o nome “Mater”.

Daqui, esta mostra de arte seguirá para a Galeria da Sede da Região de Turismo Leiria/Fátima onde pode ser visitada entre os dias 1 e 14 de Novembro.



Fomos visitar a sua obra e não conseguimos ficar insensíveis ao modo como vê, por exemplo, Lisboa e S. Martinho.
Nota-se um transmitir de emoções do próprio artista para a fotografia.

Quer as técnicas utilizadas, quer a escolha do momento (a nível de luz) mostram a afectividade de Ricardo aos temas escolhidos.

È, de facto, uma exposição a não perder, não só pelos amantes de fotografia mas, também, por todos os que apreciam o que de belo temos em Portugal.

Sinceramente, fiquei com vontade de conhecer mais da obra deste jovem.



E, é por esse motivo que, na próxima edição, irei contar-vos um pouco mais deste nosso artista alcobacense, uma vez que, ele, amavelmente, nos vai dar a honra de uma conversa informal sobre a sua obra, as suas vivências e as suas emoções.

Aqui vos deixo com duas das suas fotos esperando que vão todos ao posto de turismo de Alcobaça para verem as restantes obras deste artista.

Obrigado, Ricardo, por partilhar connosco a sua arte!


Lúcia Duarte



terça-feira, setembro 18, 2007

Comunicado de Imprensa:

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Chama-se “Mater”, o novo projecto fotográfico de Ricardo Passarinho, sucedendo a “Dois”, de 2004.Houve, na imprensa, quem considerasse “Dois” um ensaio sobre o amor, e quem visse nele uma reflexão sobre os limites da Fotografia, no século XXI.
O autor haveria de reconhecer que se tratava de um trabalho sobre a pluralidade – das relações humanas, da noção de “casa”, do que é concreto e do que é abstracto, da Fotografia, hoje.
A dúvida e as leituras múltiplas e entrecruzadas faziam parte do conceito, e o próprio modo como as imagens estavam dispostas conduziam o espectador a uma espécie de desorientação. Recorde-se “Postcard View”, a irónica fotografia de abertura, em que o bairro de Campolide (Lisboa) surgia estilizado, na saturação dos seus telhados vermelhos, no exagero da luz, no branco depurado das residências sociais de Alcântara, ao fundo.
Parecia, efectivamente um postal, para turista, mas não deixava de acolher as mazelas (remediadas) da capital.
Ao lado, a Foz do Arelho, no Inverno, desprovida das suas funções balneares e de pôres-do-sol laranja.
Antes cinzenta, chuvosa, uma aberta a iluminar a Berlenga, uma mar picado face a um pescador de garda-chuva fechado.
Haveria também um mapa desfocado, areia, um auto-retrato pixelizado, a sugerir metade de uma máscara, cinco imagens radicalmente diferentes a partir de uma mesma fotografia, dois rostos em espiral, entrelaçando-se, duas vezes – numa imagem uma fusão total, noutra dois lábios que se tocam.
Parava-se perante a quase microscopia do Vale Furado, a estudar os grãos (seria “só” areia?), tentava-se decifrar o mapa propositadamente semi-indecifrável e voltava-se atrás nas imagens abstractas e via-se nelas, claramente, sémen, sangue, uma parede, a imagem de uma TV sem sinal, ou talvez não.
Se “Dois” se apoiava na forma para transmitir as suas mensagens, em camadas, “Mater” parte da sua antítese aparente. Todas as fotografias se socorrem quer do objecto concreto fotografado, quer da técnica de captação dessa imagem.
Não há, por assim dizer, edição a posteriori.
Trata-se de visões criadas aquando do próprio acto de fotografar.
O desafio consiste, por um lado, em descodificar o título da série, à luz das imagens, e, por outro, em aceitar, face a algumas delas, a garantia do autor de não manipulação. São doze fotografias que retratam locais – São Martinho do Porto, Lisboa, Monsaraz, Porto Côvo – mas sobretudo paisagens afectivas.
Umas destacam-se pela crueza, outras porque se nos afiguram algo estranhas, outras ainda pela forma como o modo de captação serve o objecto.
O Marquês de Pombal, por exemplo, não será fácil de identificar, e contudo capta-se de forma precisa a sua identidade - ironicamente, a velocidade lenta da obturação potencia-lhe a vertigem, o fluxo constante.
As fotografias de São Martinho beneficiam da mesma técnica, amplificando o esmaecimento que a noite traz e a serenidade da baía, evocando aguarelas. Trata-se de momentos únicos, de conjugações raras de luz e cor, das quais o espelho de água que se captou, ao pôr-do-sol, na marina inacabada do Parque das Nações será um dos melhores exemplos. Há rochas, erva, água, natureza e urbanidade, e um fio condutor, como se tudo fizesse parte de um mesmo mapa, privado, de um mesmo espaço interior.
No seu todo, e em cada célula, pressente-se um conforto uterino, e o desenho de uma projecção, humana.“Mater” estará patente na Galeria do Posto de Turismo de Alcobaça, de 18 a 30 de Setembro, e na Galeria da Sede da Região de Turismo de Leiria/Fátima (Leiria), de 1 a 14 de Novembro.
Ricardo Passarinho tem 28 anos, é professor e encontra-se a finalizar o mestrado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi discente de Sérgio Mah, comissário do Lisboa Photo, em 2003.

segunda-feira, setembro 17, 2007

MOSTRA DE ARTE EXPERIMENTAL


Alcobaça acolheu o “Rabiscuits 2007 - mostra de arte experimental”.

Aconteceu, e surpreendeu muita gente, nos dias 14,15 e 16 de Setembro, que não sabia o que era «aquilo».

A divulgação tinha sido feito por um programa que talvez pecasse por falta de informação. Quem quisesse saber mais alguma coisa teria de ter o trabalho de consultar o site oficial do “Rabiscuits 2007 (rabiscuits.blogspot.com).


Por quem informa tem que estar informado foi o que fizemos. E a «informação» estava lá e dizia:«… o que se pretende é “dar a conhecer nova arte de cariz experimental integrada em espaços públicos de forma a uma fácil acessibilidade por parte do público”, um propósito que surge das “necessidades ainda existentes actualmente quer na motivação indispensável de jovens artistas darem a conhecer os seus trabalhos e ideias quer na sensibilização da população em relação à arte contemporânea”.


Entre os palcos escolhidos estiveram a zona envolvente do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça e a Biblioteca Municipal. Havia setas espalhadas pela cidade a indicar o caminho dos diversos eventos a decorrer.


Havia setas e havia comentários dos mais desencontrados




.«Gandas malucos! Isto é uma vergonha! Como é que deixam fazer isto frente ao Mosteiro! Isso não é Arte nenhuma.







Isto está giro! E faz vir gente para a Rua. Aquele junto à Biblioteca está muito engraçado!Foi uma excelente ideia!


Havia visitantes que perguntavam aos artistas, que estavam por perto, o «porquê» das coisas.







Falámos com alguns. Foram conversas interessantes, bem dispostas e descomplexadas.

Segue-se o resumo dessa troca de impressões.

No sábado, dia 15, falámos com o alcobacense Luís Plácido Costa:O meu trabalho “In-paralelos-out” pretende transmitir uma imagem do mundo actual, de tensões. As pedras da calçada saltam devido a essa tensões!



No domingo, dia 16, tivemos oportunidade de falar com mais autores.


Disseram Joana Rita e Valter Lopes, que são da região de Coimbra:As pessoas estão em geral habituadas à arte que vêem em museus e galerias. O que estamos a fazer é trazer arte para a rua. São coisas completamente diferentes da escultura e pintura tradicionais. É uma arte diferente e pode-se ter(e encontrar) arte em tudo.



Sobre o trabalho de Rita Pimenta, intitulado «Águas», frente ao Mosteiro(um tanque de lavar roupa e uma enorme peça de roupa de cor vermelha): Funciona mais pelo conceito que pela ideia. É uma «objecto» de censura ao rio, que está poluído. O tanque de lavar é branco mas a peça de roupa foi tingida pelas águas que estão poluídas, avermelhadas!

Os organizadores do evento, Gonçalo Traquina e Rita Pimenta, que são naturais da região de Alcobaça :As obras falam por si e quem for curioso e tiver dúvidas é só interpelar os autores. Eles estão por perto e têm todo o gosto em comentar (e defender) os seus trabalhos. A poucas horas do fecho da mostra estão satisfeitos. Quebraram a rotina das pessoas e vale sempre a pena ouvir a crítica. Positiva ou negativa.


Uma senhora que conhecemos de Alcobaça, que assistia de perto à conversa, comentou:

«Se não estivesse reformada e continuasse a ensinar traria aqui amanhã os meus alunos para verem este trabalho. Depois na Escola daríamos sequência à visita”partindo” para uma aula de geometria!».

Os «Rabiscuits 2007» tiveram o apoio da C.M. de Alcobaça e os patrocínios da Associação dos Agricultores da Região de Alcobaça, Brincomarché e A Cartilha.


.«Gandas malucos! Isto é uma vergonha!

Isto está giro! Foi uma excelente ideia!


Fica à consideração de quem viu e de quem lê.

JERO



aproveito para agradecer a amável contribuição do nosso sempre presente colega Jero, para este nosso cantinho.
Lúcia Duarte